
Já passou pela sua cabeça que a Classe Trabalhadora está voltando ao nível de exploração do século XIX?
Veja o PARADOXO:
Numa Era mundial do capitalismo, onde nunca a tecnologia foi tão importante, todos nós poderíamos trabalhar menos para trabalharmos todos. Poderíamos trabalhar duas, três horas por dia, três, quatro dias da semana e estaria bom.
Se pegarmos os milhões e bilhões que trabalham 8, 10, 12 horas ou mais por dia e pegarmos os milhões e bilhões que não têm trabalho nenhum, bastava reduzir para todo mundo e empregar todos.
Mas isto contrasta com o sistema de metabolismo social do capital, que é destrutivo.
Voltamos a debater pautas que nos remetem a séculos passados, como melhores condições de trabalho, fim do trabalho infantil etc. A redução da jornada de trabalho sempre esteve na ordem do dia. Nos países subdesenvolvidos essa situação é ainda mais gritante.
A França, por exemplo, aprovou a redução da jornada para 35 horas semanais na década de 90 (a Lei entrou em vigor nos anos 2000).
Mas mais que isso, a pejotização, processo de contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas (PJs), escancara essa política de extermínio dos direitos trabalhistas.
Debate como férias, 13º salário, salário mínimo, Previdência Social etc., tudo isso está sendo ameaçado.
Este é o cenário dos trabalhadores UBER, por exemplo.
Precisamos refletir: será que entramos na era da escravidão digital? Será que somente os trabalhadores UBER estão sendo escravizados tecnologicamente?
Redução da jornada de trabalho sem redução de salário nem benefícios já!



