
O dia 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, é sempre marcado pelo encontro de trabalhadores brasileiros de norte a sul, leste a oeste deste Brasil. Cada categoria traz suas reivindicações específicas estampadas em faixas; e reivindicações gerais são pauta de unidade, que unem todos num grande encontro nacional.
Este ano, a pauta principal de solidariedade que uniu todos os trabalhadores foi o fim da escala 6X1. O SINDADOS/MG estava lá, junto com vários trabalhadores da categoria, defendendo o fim da escala 6X1, ainda que na nossa categoria já esteja regulamentada a jornada de 40 horas semanais. Afinal de contas, é muita desumanidade, muita exploração, trabalhar jornada tão extenuante como acontece na escala 6X1.
Na pauta específica da categoria fomos à rua defender o FIM DA PRIVATIZAÇÃO DAS EMPRESAS ESTATAIS ATRAVÉS DA TERCEIRIZAÇÃO SEM LIMITES; e a REINTEGRAÇÃO DOS TRABALHADORES DEMITIDOS DA DATAPREV.
Apenas resgatando, em plena pandemia da COVID, final de 2019, a diretoria da DATAPREV decidiu fechar 20 regionais e demitir quase 500 trabalhadores, num ato de completa desumanidade, deixando no desemprego e sem assistência à saúde, em plena pandemia, estes trabalhadores. De lá para cá tem sido luta em busca da anistia e reintegração. Recentemente, em mais um ato repudiado pelos trabalhadores e suas representações, a Empresa tomou a decisão de demitir sumariamente 92 trabalhadores. O ato do 1º de maio foi um momento de denúncia destas decisões arbitrárias contra os trabalhadores da DATAPREV.
Abaixo o depoimento de uma trabalhadora DATAPREV, que está na luta pela reintegração, demitida em 2019:
Prezados (as) colegas. Me chamo Maria Auxiliadora Santos Menezes Pinto. Dataprev Belo Horizonte – MG: Sou surda, portadora deficiente auditiva. Em 08 de janeiro de 2020, fomos surpreendidos pela empresa através de e-mail com a informação de que 20 Regionais da Dataprev seriam fechadas e, com isso, a demissão de todos os colegas. Eu manifestei em não sair, mas, infelizmente sem sucesso. Estávamos no ápice da pandemia da Covid, em lockdown, impossibilitados de transferências para o Rio de Janeiro. Tentamos cessão sem sucesso, também devido a pandemia. Por isso, sem ter alternativa, fui coagida a assinar o PAQ. Fui desligada da Empresa e, no ápice da pandemia, ficamos também sem plano de saúde. Uma situação muito ruim para todos nós, pois, da noite para o dia fiquei sem emprego e plano de saúde. Estamos tentando ser reintegrados à Dataprev. E se Deus quiser seremos Anistiados.



