
É preocupante constatar que as elites econômicas estão vencendo a batalha da narrativa, convencendo os trabalhadores de que estão ganhando mais ao aceitarem formas de contratação precarizadas.
É o caso da contratação como pessoa jurídica (PJ) em vez de pessoa física (empregado), sem direitos trabalhistas. Nesse tipo de contratação, milhares de trabalhadores acreditam que estariam ganhando 30% a mais e que isto seria bom, porém a perda de direitos é muito grande, estão sendo superexplorados.
Romper essa cortina de ilusão e conscientizar os trabalhadores sobre os verdadeiros efeitos desse modelo de exploração denominado PEJOTIZAÇÃO, ou UBERIZAÇÃO, ou qualquer outro nome que seja, cujo verniz de enganação é a expressão “empreendedorismo”, é o desafio do momento, se não quisermos sucumbir à completa destruição dos direitos trabalhistas.
Os trabalhadores precisam entender os malefícios do discurso, que aparentemente se apresenta como “evolução”, mas que na verdade, além de uma “simples” mudança de contrato, trata-se da destruição de direitos, da retirada de segurança, de futuro, de dignidade.
Há quem faça a análise de que o Brasil virou um verdadeiro campo de testes do que há de pior no capitalismo global. O capitalismo quer otimizar tudo, reduzir custos, substituir pessoas por máquinas, por aplicativos, e o Brasil está sendo um laboratório do capitalismo selvagem, que visa explorar mais, pagar menos e eliminar qualquer direito que atrapalhe o lucro dos grandes empresários.
Se não houver organização, luta e resistência, o destino da classe trabalhadora será cada vez mais trágico.



