SINDADOS/MG E COMISSÃO DE TRABALHADORES SE REÚNEM COM A PRODEMGE

No último dia 30 de julho, o SINDADOS/MG e a Comissão de Trabalhadores se reuniram com representantes da PRODEMGE para tratar de diversos assuntos de interesse dos trabalhadores. Abaixo um resumo dos pontos tratados:

Problemas em Gerência
Durante a reunião foram apresentadas denúncias de trabalhadores que enfrentam sérias dificuldades em uma gerência específica. As queixas envolvem equipe reduzida e sem renovação, o que gera uma série de consequências: sobrecarga de trabalho, prazos sempre no limite, risco elevado de erros, excesso de horas extras, acionamento fora do horário de expediente sem o devido pagamento e impactos na saúde física e mental dos empregados — incluindo cansaço extremo, abalos psicológicos e restrição à vida social.
Além disso, os trabalhadores relataram que são mantidos na função devido ao conhecimento específico que detêm, sem possibilidade de mobilidade para outros setores.
Os representantes dos trabalhadores ressaltaram que esse não é um caso isolado, que situações semelhantes vêm ocorrendo em outras gerências da Empresa. Também alertaram para possíveis descumprimentos legais.
A PRODEMGE se comprometeu a atuar diretamente na gerência mencionada.
Atenção: Se você ou seus colegas enfrentam situações semelhantes, denunciem à Comissão de Trabalhadores e ao Sindicato.

Progressão por Mérito
O Sindicato solicitou esclarecimentos sobre os critérios para concessão da progressão por mérito, previstos na Instrução Normativa (IN). Embora a intranet da Empresa tenha anunciado a concessão para todos os empregados, informações diferentes circulavam em reuniões gerenciais.
Durante a reunião, a PRODEMGE esclareceu que, devido à impossibilidade de aplicar o modelo de avaliação neste ano, todos os empregados concursados terão direito à progressão, independentemente da nota obtida. A Empresa também informou que decidiu, na manhã da própria reunião, incluir no benefício os empregados em licença médica e gestantes.

Reforma dos Prédios – Rua da Bahia
A reforma dos prédios localizados na Rua da Bahia terá início em outubro de 2025, segundo a Empresa. Durante esse período, os empregados serão realocados para o edifício Séculus, na Rua Paraíba, nº 330. A PRODEMGE informou que não há previsão de mudanças no atual modelo de trabalho híbrido/teletrabalho.

Terreno da PRODEMGE e o PROPAG
A Empresa informou que a inclusão do terreno da PRODEMGE no PROPAG foi uma decisão do Governo do Estado. O SINDADOS/MG, como já havia divulgado, solicitou à deputada Beatriz Cerqueira a exclusão do terreno por meio de Projeto de Lei apresentado por ela. O Sindicato reafirmou, durante a reunião, seu compromisso com a defesa do patrimônio da PRODEMGE.

Transformação em Agência
O diretor administrativo e financeiro da PRODEMGE, Tadeu Barreto Guimarães, criticou a divulgação de informações pelo Sindicato. O SINDADOS respondeu que enviou ofício solicitando esclarecimentos à direção da Empresa, mas, sem resposta, exerceu seu papel de representação dos trabalhadores ao tornar pública a informação.
Cobrada novamente, a direção afirmou que não há qualquer intenção ou ação em andamento para transformar a PRODEMGE em agência.
Ainda assim é melhor estarmos atentos e interagir com o Sindicato, se necessário.

Plano de Saúde
Após esclarecimentos iniciais, o SINDADOS/MG cobrou da Empresa o compromisso, não cumprido, de compartilhar previamente os estudos e decisões sobre a mudança no plano de saúde com o Sindicato, cuja condução adotada excluiu os trabalhadores da negociação sobre as novas condições. O Sindicato também destacou que suas contribuições — como a proposta de criação de um plano na modalidade enfermaria e o aumento da participação da Empresa nas mensalidades — não foram reconhecidas publicamente pela PRODEMGE, embora tenham sido parcialmente adotadas.
O SINDADOS, entretanto, ponderou que alguns pontos importantes ainda precisam ter um olhar mais atento por parte da Empresa. Tais sugestões foram enviadas por uma correspondência ao presidente da PRODEMGE, no dia 17/07, com as seguintes propostas:

  1. Elevar subsídio por parte da empresa de 75% para a primeira faixa de renda, até 6.000, acima de 49 anos.
    Justificativa: verificamos que pessoas com baixos salários, mesmo com o subsídio maior sugerido pela PRODEMGE, vão ter aumento na casa de 60% nos valores pagos. A elevação do subsídio vai minimizar o impacto financeiro para os participantes, ao mesmo tempo que significa baixo custo para a empresa.
  2. Conceder subsídio contínuo por parte da empresa, sem restrição de prazo, para os aposentados que tenham recebimentos de até R$ 9.000,00.
    Justificativa: os valores da proposta são elevados e impactam significativamente os aposentados, que veem sua renda diminuída. Conceder o subsídio por apenas um ano não soluciona o problema ocasionado pela mudança, somente empurra para frente, podendo resultar em saídas futuras e com a diminuição de participantes, impactar na sobrevida do plano.
  3. Inclusão de subsídio por parte da empresa para os participantes auto patrocinados de forma contínua, sem restrição de prazo, para os que tenham recebimentos de até R$ 9.000,00 e por um ano para quem recebe acima desse valor.
    As propostas também foram enviadas à Fundação Libertas — ao presidente, ao diretor eleito (Cesário Palhares) e ao presidente do Conselho Deliberativo. Apenas o diretor eleito respondeu, demonstrando abertura para diálogo.


O novo modelo, porém, foi aprovado sem que o Sindicato fosse ouvido. Segundo a Empresa, entrará em vigor em outubro de 2025.
Ao ser questionada sobre o impacto financeiro do novo plano, a PRODEMGE informou que, no primeiro ano, haverá um acréscimo de R$ 6 milhões nos custos, devido ao subsídio temporário para aposentados. Perguntada se haverá redução futura dos custos com o mesmo número de participantes, a resposta foi vaga: disseram que se houver novas adesões, a despesa aumentará — evitando esclarecer diretamente se haverá ou não aumento da contrapartida da Empresa, caso não haja novas adesões.
A PRODEMGE informou que está estudando a possibilidade de incluir mais dependentes no plano, como netos, genros e noras, respeitando limites de idade.
O SINDADOS/MG deixou claro que não considera encerradas as discussões e continuará buscando melhorias no plano de saúde.