
A tentativa de privatização da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (CELEPAR) longe de ser um fato isolado, acende um alerta urgente para categorias como as da PRODEMGE, PRODABEL e SERPRO. O cenário revela um projeto articulado por governadores como Ratinho Júnio, Eduardo Leite e Romeu Zema, cujas agendas (de extrema-direita) convergem para o desmonte do patrimônio público. Prova disso é que, simultaneamente ao avanço sobre a COPASA em Minas Gerais, o mercado volta sua atenção para a nossa infraestrutura de dados, evidenciando um alinhamento que ignora a segurança nacional em prol do lucro de grupos privados.
Um exemplo evidente desse “rolo” foi o projeto de nuvem da PROCERGS (RS), que envolveu a PRODEMGE. Sob o pretexto de uma “parceria pública”, o que se desenhava era uma rede complexa de terceirização e quarteirização. Os dados de Minas Gerais seriam repassados para empresas como AX4B e LTA-RH, que, por sua vez, os hospedariam em nuvens estrangeiras (Oracle, Huawei e AWS). Esse encadeamento torna o rastreamento de responsabilidades impossível. Se os dados do povo mineiro vazarem ou forem usados indevidamente, a quem o cidadão irá recorrer? A uma multinacional em outro continente?
A fragilidade do modelo privado já deu sinais catastróficos. O escândalo da Algar Telecom com a CELEPAR, quando 300 mil mensagens golpistas foram disparadas usando a estrutura estatal, mostra o perigo. A empresa privada “lavou as mãos”, culpou um “funcionário júnior” e deixou o Estado exposto. Enquanto isso, a segurança cibernética é atacada na ponta. As invasões do grupo extremista NDAmazonas — que utiliza o lema ‘imposto é roubo’ em suas invasões — atingiu tanto os sistemas do Paraná quanto os da Prefeitura de Belo Horizonte (PRODABEL), provando que a TI pública é alvo de ataques orquestrados por extremistas que buscam o caos para forçar a abertura comercial – lembrando que tais invasões ocorreram em 2021, em pleno lockdown da pandemia de Covid-19.
Para a PRODABEL, que sofre pressões constantes para migrar seus ativos para nuvens privadas, e para a PRODEMGE, que já esteve na mira de editais nebulosos, o recado é direto: a privatização da CELEPAR é o laboratório para o que querem fazer em Minas. Defender essas empresas é defender o sigilo das informações de cada cidadão e a própria democracia. O SINDADOS/MG segue firme na denúncia desse conluio entre forças políticas e o capital privado.
Soberania digital não se vende, se defende!



