BURNOUT: O QUE É E COMO IDENTIFICAR?

O Burnout ou Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultante de situações de trabalho desgastantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) o classifica, oficialmente, como um fenômeno ocupacional. Ou seja, ele está estritamente ligado ao contexto profissional, e não a outras áreas da vida.
O Burnout geralmente se desenvolve em três pilares principais:
· Exaustão Emocional: É a sensação de não ter mais energia física ou mental para lidar com o dia a dia. A pessoa acorda já se sentindo cansada e sente que seus recursos internos esgotaram.
· Despersonalização (ou Cinismo): Ocorre um distanciamento emocional em relação ao trabalho e às pessoas ligadas a ele (colegas, clientes, pacientes). A pessoa pode se tornar fria, irônica, insensível ou excessivamente pessimista sobre suas funções.
· Baixa Realização Profissional: O indivíduo passa a se sentir ineficiente, incapaz e infeliz com suas conquistas. Surge um sentimento de que o esforço não vale à pena ou de que ele não tem competência para o cargo.
Principais Sintomas Físicos e Psicológicos
Os sinais podem variar, mas frequentemente incluem;
· Ansiedade, irritabilidade e oscilações de humor;
· Dificuldade de concentração e lapsos de memória;
· Cansaço crônico e insônia;
· Dores de cabeça frequentes, tensões musculares e problemas gastrointestinais;

· Alterações no apetite;
· Sentimento de impotência, fracasso ou isolamento.
Como diferenciar o Burnout do estresse comum?
Enquanto o estresse é uma resposta pontual a uma grande demanda (e costuma aliviar quando o projeto acaba ou as férias chegam), o Burnout é um estado crônico. Mesmo após o descanso do final de semana, a pessoa volta a trabalhar sentindo o mesmo nível de esgotamento.
A síndrome de Burnout, ou esgotamento profissional, ocorre quando o trabalhador enfrenta pressão constante, metas difíceis e excesso de responsabilidades. De acordo com dados da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), aproximadamente 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com a síndrome de Burnout. Atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo. Segundo o estudo:
· Quase metade dos jovens abandona o emprego por saúde mental: com 46% da Geração Z pedindo demissão por estresse e ansiedade, o mercado de trabalho vive uma transformação histórica no comportamento profissional.
· Afastamentos aumentaram 800% nos últimos quatro anos; jornada tripla de mulheres é uma das causas da exaustão feminina.
· As mulheres são as que mais sofrem com afastamentos por ansiedade, Burnout e depressão, segundo dados do Ministério da Previdência Social. Ao longo de 2025, cerca de 63% dos benefícios concedidos por incapacidade temporária relacionada à saúde mental foram dadas ao público feminino. Uma explicação é a jornada dupla e tripla que as mulheres precisam fazer para além do trabalho formal.

Precisamos ficar alerta!
Precisamos considerar que estamos diante de uma nova realidade de transformação e revolução digital, bem como da escassez de nos relacionarmos mais efetivamente dentro de uma rede de apoio.
Neste sentido, carecemos de um entendimento que vá para além do processo de trabalho, porque observamos que estamos diante de novas formas de estar nas relações sociais, familiares e interpessoais no mundo contemporâneo. São desafios colocados para permanecermos atuantes e pertencentes a novos patamares existenciais.