
A Sony, controladora da famosa marca de jogos eletrônicos Playstation, estava decidida a manter toda a sua operação de venda de jogos online fora do Brasil, via EBANX – o que, obviamente, gerava empregos e dividendos no exterior.
Quanto a alíquota do IOF de 0,38%, a SONY se reservara o direito de repassar ao consumidor o valor cobrado pelo governo, criando uma situação em que brasileiros pagavam para gerar emprego fora do País.
Contrariando os manuais liberais, em junho de 2025, o governo Lula publicou o Decreto nº 12.499/2025 que aumentou a alíquota do IOF para estas operações, passando o valor para 3,5%.
Embora o Playstation seja líder de mercado no Brasil, a Sony ficou em desvantagem frente os seus concorrentes diretos, como o Xbox, da Microsoft, e Switch 2, da Nintendo, que já haviam adotado uma estrutura de pagamento nacional livre de IOF.
A partir de outubro de 2025, quando as medidas da nova alíquota do IOF passaram a vigorar, os donos da Playstation viram os seus jogos ficarem 3,5% mais caro que as alternativas da concorrência. Pressionada, a Sony foi obrigada a trabalhar para nacionalizar a estrutura de pagamento.
Finalmente, no dia 22 de maio de 2026, os jogos no playstation puderam ser comprados com 0% de tarifa de IOF, o que significa mais emprego e renda no Brasil. Isso é uma vitória!
No conflito de interesses entre empresas multinacionais e governos, a visão economicista de curto prazo leva alguns ao engano de pensar que o interesse do povo está com as corporações. Trata-se de um equívoco. O projeto do Brasil é que a maioria dos brasileiros viva no seu território até os seus últimos dias. Para que isso aconteça com dignidade, o governo precisa atuar com visão estratégica de longo prazo, muitas vezes conflitante com os interesses das multinacionais.



