
Uma pesquisa da CLA Brasil divulgada pelo Portal G1 constatou que 72,7% dos trabalhadores vêem tolerância das empresas com chefes que, na visão delas, têm boa performance à frente dos negócios. Para 71,8% dos ouvidos pela pesquisa, os abusos são “algo normal” quando se busca resultados. Foram ouvidas 303 pessoas no estudo.
Um chefe que grita, expõe trabalhadores, humilha e cria um clima tenso no ambiente de trabalho não é um problema para as empresas desde que ele entregue bons resultados. Bater metas seria uma espécie de salvo-conduto para chefes abusivos que, na visão da empresa, seriam difíceis de substituir.
Para Mariana Rodrigues, especialista em investigações corporativas comportamentais, o comportamento abusivo cobra um custo no longo prazo, Com o tempo, os trabalhadores vão perdendo a confiança no chefe e passam a não se sentir seguros para discordar, pedir ajuda ou apontar problemas.
Outros problemas são a rotatividade, afastamentos e queda de produtividade de quem não se sente bem naquele ambiente de trabalho.



