
No último dia 07/10, tivemos reunião com o presidente do SERPRO, solicitada há um tempo, onde apresentamos nossas preocupações e conversamos sobre uma série de problemas que integram um conjunto de manifestações dos trabalhadores: PLR, PGCS, RECLASSIFICAÇÃO, PLANO DE SAÚDE, ANISTIADOS, PSE’s, REGIONAIS, TERCEIRIZAÇÃO, PRIVATIZAÇÃO.
Foi uma reunião importante, que deveria acontecer com periodicidade e assim nos manifestamos, o que certamente evitaria acumular problemas sem tratá-los.
Com uma pauta tão extensa e pontos tão sérios, o tempo de reunião foi insuficiente. Porém, com compromisso do Presidente de nos reunirmos periodicamente, cada ponto será tratado e a pauta será ordenada como um caminho de negociação permanente, para além da negociação de data-base específica.
Manifestamos nossa preocupação sobre estarmos perdendo um tempo precioso de conversar sobre o PLR antes de a Empresa ir à Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (SEST), pois este órgão reduz nossa margem de negociação, e foi bom ouvir que isto ainda não aconteceu. Usamos a DATAPREV como paradigma para expressar que reivindicamos a PLR LINEAR para TODOS os trabalhadores, já que isto foi reconquistado na DATAPREV.
Sobre reclassificação, manifestamos nossa visão de que se trata de um método que gera muita indignação nos trabalhadores, pois não os valoriza, não expressa nenhum critério objetivo e isso dá margem à prática de injustiça.
Houve receptividade em relação às nossas pontuações, porém, mais do que receptividade, precisamos de ações concretas da Empresa.
E foi bom ouvir sobre o que o SERPRO está fazendo em diversas frentes de trabalho, em que se busca resgatar o sentido de empresa pública a serviço do cidadão e como instrumento de implementação de políticas públicas em diversas áreas de demanda do governo federal.
Sabemos que o SERPRO, como empresa pública, é uma preocupação neste momento histórico, em razão do processo eleitoral, pois pode sofrer uma descontinuidade em todo o trabalho que está sendo desenvolvido, principalmente tendo a clareza do que o candidato Flávio Bolsonaro defende, que é a política de privatização. Não podemos nos esquecer que esta empresa pública tão importante estava no rol de estatais que seriam privatizadas no governo do Bolsonaro pai.
Porém o tempo não para, a vida não para e nova reunião com o Presidente foi marcada para o final de novembro. Esperamos que estejamos inaugurando uma rotina de negociação permanente que se amplia para além da negociação coletiva, pois a vida do mundo do trabalho é dinâmica. E que tenhamos o fio de continuidade após o processo eleitoral.



