Greve na Prodabel: Prefeitura propõe multa de 300 mil por dia

05 de setembro de 2016

Os trabalhadores da Prodabel (Companhia de Processamento de Dados de Belo Horizonte), sem reajuste salarial há mais de dois anos, estão greve desde o dia 02 de agosto e continuam firmes na luta.
No dia 2 de setembro, sexta-feira à tarde, a prefeitura de Belo Horizonte e a direção da empresa entrou com uma Medida Cautelar para por fim a greve, alegando que serviços como saúde, limpeza urbana, transporte público, segurança, dentre outros estão sendo afetados. Além disso, a prefeitura propõe através da Cautelar uma multa diária de 300 mil reais a ser paga pelo Sindicato a cada dia parado ou 5 mil reais por trabalhador em greve. Um total absurdo por parte de quem tem se mostrado intransigente em todas as mesas de negociações.
A direção da empresa não concorda sequer com o dissídio coletivo como saída para o impasse. Simplesmente querem que os trabalhadores voltem aos seus postos de trabalho sem nenhuma negociação. Pelo contrário, inclusive descontaram de forma ilegal os dias parados em da campanha salarial de 2015 mesmo que com o dissídio em fase de recursos proposto pela própria empresa.
O SINDADOS/MG enviou um comunicado extra judicial à empresa contestando todos os argumentos contidos na Cautelar. Além de reafirmar o direito dos trabalhadores de lutarem para verem sua reposição salarial garantida em cumprimento à lei de greve que é constitucional.
Hoje, às 14 horas, haverá uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Belo Horizonte, onde todas estas questões serão colocadas à mesa. Logo após a audiência, os trabalhadores farão uma assembleia para dar os encaminhamentos desta luta.
Diretoria do Sindados/MG
Comissão Representativa dos Trabalhadores (CRT)