A Dataprev apresentou uma proposta de reajuste zero para salários e demais cláusulas econômicas na 6ª mesa de negociação com os trabalhadores no último dia 29 de agosto. A empresa alega estar seguindo orientações do governo Michel Temer.
Os trabalhadores rebateram a posição da empresa alegando que a imprensa e a própria Dataprev têm repassado informações de recordes de lucratividade. Assim, a ideia de se propor um reajuste zero tem mais a ver com política de governo que com a situação financeira da Dataprev.
No tocante às cláusulas sociais, a empresa insiste em alterar as de nº 1ª 25ª, 27ª, 28ª, 31ª, 36ª e 43ª, afirmando que a mudança de redação traria “melhorias”. A representação dos trabalhadores registrou sua discordância e pontuou, caso a caso, as razões pelas quais não vê nenhuma melhoria nessas alterações propostas.
A representação dos trabalhadores deixou claro que não aceita qualquer alteração que signifique redução de direitos históricos, conquistados com muita luta. Ficou, portanto, reiterada a proposta dos trabalhadores e trabalhadoras de manutenção das 61 cláusulas do ACT vigente.
A Fenadados e os sindicatos presentes cobraram, também, o pagamento da PLR 2016. Os representantes da empresa reafirmaram que não têm autorização dos órgãos controladores para efetuar o pagamento.



