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Empresas investem cada vez mais em TI e setor de informática cresce em meio à crise

Qual a desculpa dos patrões agora?

Mesmo em meio a uma crise que atinge a economia brasileira, grandes e médias empresas aumentaram seus investimentos em Tecnologia da Informação (TI) e o setor de informática tem crescido nos últimos anos. É o que mostram estudos da Deloitte e Fundação Getúlio Vargas (FGV) de 2017.

Em geral, os empresários resistem a dar um reajuste salarial igual ou acima da inflação alegando que o país está em crise. Sim, o Brasil está em crise, mas o setor de TI não.

Investimentos em TI crescem

Pesquisa da FGV mostra que os investimentos das empresas brasileiras em tecnologia informação têm mantido um crescimento contínuo desde os anos 90. O levantamento apresenta o percentual de investimento das empresas sobre a receita.

Fonte: Fundação Getúlio Vargas (http://eaesp.fgvsp.br/sites/eaesp.fgvsp.br/files/pesti2017gvciappt.pdf)

Mesmo durante a crise econômica pela qual o Brasil tem passado, o investimento aumentou e manteve-se num patamar de 7,6% da receita das empresas nos últimos três anos. E a tendência para os próximos anos é de crescimento.

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A análise por setores da economia mostra números positivos. O que mais aumento seus investimentos foi o de serviços, com 11% da receita da empresa. A seguir vem a indústria, com 4,5%, e o comércio, com 3,5%. No setor de serviços, o destaque vai para os bancos, que mantiveram um investimento próximo a 14% nos últimos quatro anos.

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Entre as 100 que mais cresceram, 37 são de TI

A edição 2017 do ranking anual de pequenas e médias empresas (PMEs) elaborado pela consultoria Deloitte e revista Exame mostra que o setor de TI (tecnologia da informação) lidera, ocupando 37 das 100 primeiras posições do levantamento.

As duas primeiras colocadas no ranking geral são da área de TI. A Virtual Connection de Minas Gerais, por exemplo, ocupa o segundo lugar geral e registrou receita de R$ 47 milhões em 2016, um aumento de 911% em relação a 2014.

O levantamento mostra que as empresas de TI cresceram muito entre 2014 e 2016. Para se ter uma ideia, a empresa de TI que menos cresceu (a I4PRO), e está na penúltima colocação geral do ranking das PMEs, teve uma receita de R$ 27 milhões, um aumento de 22%.

Uma desculpa usada pelos empresários para não aumentar salários diz respeito à produtividade. Segundo eles, o salário só pode aumentar se a produtividade dos trabalhadores crescer. A pesquisa da Deloitte mostra um brutal aumento da produtividade, como eles próprios destacam logo na introdução do levantamento.

“Entre as PMEs do ranking das 100 que mais cresceram, a mediana do número de funcionários se manteve em 2016 em um patamar similar ao do ano anterior. Já a divisão da receita líquida por funcionário aumentou em 23% no mesmo período, o que indica que essas empresas obtiveram maior eficiência no último ano do levantamento”.

Um aumento de 23% da receita líquida (imagine a bruta) por trabalhador! Os salários vão acompanhar o aumento da produtividade?

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Fonte: Deloitte. (https://www2.deloitte.com/br/pt/pages/strategy/articles/pequenas-medias-empresas-mais-crescem-Brasil.html)