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Votação da reforma da Previdência é adiada e deve ficar para depois das eleições

A votação da reforma da Previdência deve ficar para novembro, logo depois das eleições gerais de 2018. A Constituição determina que, na vigência de intervenção federal, de estado de defesa ou de estado de sítio, não poderá haver apreciação de emendas constitucionais.

A discussão da PEC que altera as regras de acesso à aposentadoria estava prevista para ter início no dia 20/02. Às vésperas da votação da matéria, contra a qual movimentos sociais e sindical organizaram um dia nacional de paralisações na segunda, 19/02, a base governista ainda não conseguiu reunir o mínimo de votos necessários para aprovar a reforma. Rodrigo Maia (DEM), no entanto, negou que a decisão que afeta o Rio possa favorecer o governo no sentido de dar mais tempo para as negociações políticas em torno da reforma da Previdência.

O adiamento não significa que os trabalhadores devem baixar a guarda, afinal, a reforma não foi arquivada, mas apenas adiada. O agravante é que, depois das eleições, a reforma poderá ser votada por deputados não reeleitos e, portanto, sem compromisso com seus eleitores. Mesmo os já reeleitos não terão preocupação com as eleições, já que estarão garantidos.