Manutenção da paralisação do dia; e Greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira, dia 24/06, contra a retirada de direitos: estas foram as deliberações dos trabalhadores da PRODABEL que, reunidos em assembleia na manhã desta segunda-feira, dia 17/06, rejeitaram a lógica da Empresa de reduzir direitos. Tais medidas foram tomadas após o impasse da negociação onde a direção da PRODABEL insiste em não acatar, na íntegra, o pleito dos trabalhadores de renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e o pedido de reajuste. Ao invés disto, propõe reduzir direitos históricos da categoria como, por exemplo, o valor da hora-extra e tenta impor um desconto no tíquete alimentação/refeição muito superior ao hoje existente.
O início da reunião foi tenso, pois a direção da PRODABEL chegou à mesa sem nenhuma proposta, repetindo apenas o que já havia sido rejeitado pelos trabalhadores. Pior: tentou jogar para a representação sindical a “escolha” sobre qual direito gostaria de perder em troca de outro “mais importante”. Por inúmeras vezes os negociadores dos trabalhadores reafirmaram que absolutamente todos os direitos eram importantes e que tal “escolha” não se apresentava como opção. Passadas mais de duas horas, a direção da PRODABEL pediu um tempo e voltou com a seguinte proposta: escalonamento do desconto do tíquete alimentação/refeição em três faixas – 5% para quem recebe até R$ 3 mil, 10% para quem recebe de R$ 3.001 a R$ 6 mil e 13% para os que recebem acima de R$ 6.000 ou 10% linear como proposto anteriormente; redução de hora-extra para 50%; manutenção do abono social; manutenção do adicional noturno; INPC incidindo apenas sobre os salários (não extensivo aos demais benefícios de natureza econômica); volta do auxílio creche e da licença paternidade e Plano de Saúde fora do Acordo. A representação dos trabalhadores solicitou a prorrogação do acordo que estende a validade do ACT até 30/06, porém a Empresa só se dispôs a fazê-lo na condição de acatada a sua proposta em assembleia.
Após todas as explicações em assembleia sobre o conteúdo dos debates da mesa de negociação e analisada ponto a ponto a contraproposta da Empresa, a mesma foi colocada em votação, sendo rejeitada pela ampla maioria dos trabalhadores. Em seguida foi debatida a paralisação em andamento, se continuaria à tarde ou se os trabalhadores retornariam ao trabalho, ficando aprovada a sua continuação. Finalmente, fez-se o debate da GREVE GERAL, uma vez que este era um ponto de pauta da assembleia. Mais uma vez confirmado o propósito da Empresa de reduzir direitos do ACT, a greve por tempo indeterminado, a ser iniciada em 24/06/2019, foi colocada em votação e foi aprovada.
A condução dos representantes sindicais durante toda a negociação foi firme: não aceitar nada que signifique retirada de direitos e redução no poder de compra dos salários. A categoria desde o começo da campanha salarial assumiu uma postura extremamente razoável, não pleiteando “turbinar” o Acordo, justamente para que as negociações evoluíssem sem impasses. Contudo, infelizmente, a postura da diretoria da PRODABEL foi de prática antissindical, chegando inclusive a cortar o seguro de vida dentro do período de negociação e não depositando o tíquete alimentação/refeição na data convencional, causando dificuldades aos trabalhadores.
A hora agora é de união na luta em defesa dos nossos direitos. Construir a GREVE de forma firme: esta é a palavra de ordem!



