O Sindicato patronal recusou a maioria das reivindicações dos trabalhadores e apresentou uma proposta rebaixada de reajuste salarial. O pleito dos trabalhadores é de 15% de reajuste salarial e a resposta patronal 2,25%.
Esta proposta, além de não repor as perdas salariais, não estende aos trabalhadores sequer os benefícios do crescimento do setor de informática. De acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da informação e Comunicação (BRASSCOM), a demanda por serviços de tecnologia da informação cresceu 7,7%, em 2018, e há uma expectativa de crescimento de 10,5%, em 2019, segundo o IDC Brasil (empresa em inteligência de mercado e consultoria nas indústrias de Tecnologia da Informação).
Ao apresentar um índice de reajuste de 2,25%, as empresas negligenciam e desprezam o seu capital intelectual (conhecimento, habilidade e experiência), expresso no profissionalismo de cada empregado existente em cada setor de trabalho.
Acreditamos que não é possível o capitalismo se reproduzir sem trabalho humano. Portanto, a lógica patronal precisa se modificar.
Está errado vermos as empresas crescerem, sabendo que este crescimento é fruto da inteligência expressa no trabalho desenvolvido pelos seus empregados, e nos depararmos com um índice de reajuste tão rebaixado.
Os trabalhadores querem reposição das perdas do período e valorização financeira. Só repor as perdas não é valorizar financeiramente a dedicação de cada empregado (a).
Que as empresas paguem melhor aos seus trabalhadores!
Que os trabalhadores se valorizem mais, compreendendo a importância de uma campanha salarial, e se mobilizem para defender suas reivindicações.
Nosso mantra tem de ser: crescer as empresas, crescer os trabalhadores.



