SERPRO – VOLTA AO TRABALHO: UMA DECISÃO EQUIVOCADA QUE LEVA À EXPOSIÇÃO DESNECESSÁRIA

É de indignar a decisão do SERPRO de retornar ao trabalho presencial, ainda expondo seus trabalhadores ao risco de contrair a COVID-19, quando tudo estava funcionando bem com o teletrabalho.

Ainda que a vacinação esteja avançando e o quadro alarmante de contaminação e sobrecarga de internações hospitalares tenha sido controlado, ainda assim não estamos em posição segura e um grande número de trabalhadores está sofrendo com esta determinação de retorno ao trabalho para a sede da empresa.

Este sofrimento e insegurança são nocivos à própria empresa, pois certamente afetará na produtividade.

Muitos trabalhadores estão em pânico, com receio de adoecer, principalmente os que têm comorbidades.

Em Belo Horizonte os trabalhadores vivem o desconforto da falta do restaurante, lanchonete e café fornecido pela empresa.

O senso comum das autoridades (MPT, Juı́zes), predominantemente, é de que, se as empresas estão cumprindo as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e as legislações municipais e mantendo os protocolos de distanciamento máscara, higienização está tudo bem. Isto foi o que ouvimos quando acionamos o MPT, quando lá estivemos no momento em que o caos de contaminação estava estabelecido. Não foi à frente o retorno ao presencial naquele momento porque o quadro nacional de contaminação se estabeleceu e veio a onda roxa praticamente em todos os Estados.

Pouco importa para a empresa se estamos inseguros, se temos comorbidades, se estamos sofrendo com angustia ou sıń drome do pânico. A menos que sejamos afastados por um quadro crı́tico, por atestado médico, a determinação é voltar.

Resta-nos sermos rigorosos com o protocolo e exigirmos da empresa o cumprimento criterioso de tudo para proteger a saúde dos trabalhadores; de denunciar à CIPA, Comissão de Trabalhadores e Sindicato qualquer irregularidade; procurar o médico se não estivermos dando conta de trabalhar tamanho o sofrimento mental; exigir dos nossos colegas o uso da máscara e da empresa que fiscalize este uso.

Lamentável, porque não precisava ser assim. Tudo estava funcionando muito bem.