A empresa, a cada negociação sobre o Programa de Participação nos Lucros ou Resultados (PPLR), apresenta alterações que a cada discussão sobre o tema se revelam mais prejudiciais aos trabalhadores, pois aprofunda o propósito da empresa de criar diferenças entre os trabalhadores, sem contar que também discrimina. Em 2021 não foi diferente, a empresa voltou à carga com novas exigências em relação ao quadro externo e também ao quadro interno, que são completamente descabidas.
A DATAPREV e a BB Tecnologia, empresas que também têm seus programas aprovados pela SEST, adotaram política completamente diferente. Vale lembrar que nestas duas empresas 70% da verba é distribuída de forma linear (parcela igualitária) e 30% variável, a depender do salário de cada trabalhador. Ao tentar impor 80% variável e 20% linear a empresa prejudicará a ampla maioria dos seus empregados.
E a pressão da empresa é intensa, talvez porque seus diretores recebem seus valores (RVA), que são muitíssimos mais relevantes do que os dos trabalhadores, após o pagamento da PLR a estes. Detalhe: a empresa, de forma autoritária, resolveu divulgar apenas o seu registo da ata da reunião de negociação e já disse que a negociação está encerrada.
A representação dos trabalhadores levará a proposta do Serpro para as assembleias, mas antecipa que o indicativo é pela rejeição da mesma.
É inaceitável ter mais perdas de direitos enquanto os trabalhadores têm produzido ainda mais, apesar de estarmos em meio a pandemia.


