CARESTIA E PRIVATIZAÇÃO: QUEM PAGA A CONTA SÃO OS TRABALHADORES
Estamos vendo a escalada de preços dos alimentos, dos combustíveis, do gás de cozinha, da água, da luz, enfim, a carestia atormenta a vida da população brasileira, principalmente os mais pobres.
Para piorar, os resultados das negociações coletivas indicam a manutenção de um alto número de reajustes abaixo da inflação. Segundo dados do DIEESE, em março deste ano, 52% dos ACT´s não alcançaram a inflação do período medida pelo INPC/IBGE; 34% tiveram o reajuste da inflação do período e apenas 13,9% conquistaram aumentos reais.
Já a experiência prática mostrou que a privatização só trouxe mais problemas. Minas Gerais tem realidades concretas de desastres causados pela privatização. A Vale do Rio Doce, atual Vale, que destruiu o Rio Doce e muito mais, além de matar centenas de pessoas, é um exemplo de como a privatização não funciona e ainda provoca danos irreparáveis aos diversos setores da sociedade – trabalhadores, população, meio-ambiente etc.
Poderíamos citar uma série de outros exemplos em que a privatização trouxe um verdadeiro tormento para a vida do povo e, sem dúvida, podemos concluir que se privatizar a conta vai aumentar em todos os sentidos que pode representar esta expressão CONTA.
Os constantes reajustes dos combustíveis vêm impactando cada vez mais a inflação, situação que se agravou quando, sob o comando de Michel Temer, a Petrobras adotou a Política de Paridade Internacional (PPI), que segue os reajustes dos barris de petróleo e a cotação do dólar. A gasolina brasileira é a segunda mais cara entre os maiores produtores de petróleo do mundo.
De abril do ano passado a abril deste ano, os preços da gasolina subiram 30,12%, do diesel 52,53%, do etanol 30,55%, e o do gás de cozinha 32,45%. Tem estados onde o botijão de 13 quilos está custando, pasmem, R$ 160.
O gás de cozinha (GLP), para as distribuidoras, foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13 kg. Para a população, o botijão chega, em alguns lugares, a R$ 130,00, aumentando as dificuldades de sobrevivência das famílias mais pobres. A elevação de preços dos combustíveis tem impacto direto sobre a inflação que passa de 10% ao ano.
A justificativa do governo é que sem os aumentos pode haver desabastecimento. Por outro lado, refinarias seguem ociosas e na fila da privatização, isso sem falar na falta de investimentos em manutenção das unidades operacionais e na redução de pessoal, o que compromete a segurança das trabalhadoras e trabalhadores, conforme denunciam os sindicatos da categoria. Contudo, ao que pese o aumento do preço de combustível nas refinarias, a margem de lucro da empresa deve ficar em 28,3%, crescimento de 1.811% na comparação com o primeiro trimestre de 2021. Como se vê é o consumidor final quem está pagando e sofrendo com a alta dos combustíveis, enquanto financia os lucros bilionários a serem entregues aos acionistas.


