TI E PRECARIZAÇÃO: UM RETRATO DO BRASIL

Você sabia que existe uma estimativa de que o Brasil demandará cerca de 673,5 mil trabalhadores da área de TI até 2025?
O déficit de profissionais já é uma realidade e só em Minas Gerais foram gerados quase 18 mil empregos no setor na pandemia, segundo dados da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom).
A formação em TI vai além da faculdade e só para ficar num exemplo, ainda que apenas a PUC Minas forme 430 profissionais anualmente, o mercado demanda mais.
Segundo a Brasscom, só Minas Gerais gerou quase 18 mil empregos no setor durante a pandemia, com perspectiva de ainda mais aquecimento do mercado.
As mudanças políticas e tecnológicas nas últimas décadas resultaram no convívio de antigos e novos modelos de negócio: empresas públicas e privadas; grandes fornecedoras de tecnologia e serviços; multinacionais brasileiras e internacionais; desenvolvedoras/sustentadoras de software e serviços; empresas ocupando nichos especializados; rede de empresas; terceirizadoras de atividades externas e internas, startups etc.
Os modelos de negócio estão alterando o perfil profissional e antigas e novas relações de trabalho convivem, de tal modo que nos deparamos no interior das empresas com: assalariados/as e autônomos/as; contratados antigos e freelancers/PJ´s e microempreendedores individuais (MEI); contratação direta e terceiros; tempo indeterminado, determinado ou intermitente; jornada integral e parcial, cooperativas controladas pelos cooperados e falsas cooperativas entre outros.
E lamentavelmente, vemos proliferar no Brasil o trabalho sem direitos, longas jornadas, despotismo algorítmico e gestão férrea do tempo que se deve estar disponível.
A organização dos trabalhadores é essencial para interferirem em defesa dos seus direitos!