No Brasil as mulheres adquiriram o direito de votar somente em 1932 e até meados da década de 60, as mulheres casadas precisavam da autorização legal do marido para trabalhar. Com a Constituição de 1988 veio a regulamentação da igualdade entre homens e mulheres, porém a desigualdade segue predomina. A desigualdade de gênero é um problema estrutural, histórica e social.
O homem continua sendo o responsável por prover a casa e a mulher por cuidar. Persiste a ideia de que mulheres não vão conseguir focar no trabalho, porque não podem ser, ao mesmo tempo, boas executivas e boas mães. A discriminação vincula-se em grande medida à maternidade.
A mulher tem de lutar muito e de forma desigual em relação ao homem para conquistar postos de mando na empresa, alcançando apenas a média gerência, não posição efetiva de poder; está implícito que isto acontece porque algum dia ela pode decidir ser mãe. A disparidade também se apresenta no salário, pois homens recebem mais do que as mulheres.
A predominância de homens é característica do mercado de tecnologia. São eles que ocupam a maioria dos postos de trabalho. Apesar da alta demanda de profissionais na área de TI as mulheres têm dificuldade de inserção neste mercado e correspondem a 13,6% do efetivo total, de acordo com levantamento da Consultoria Revelo, que pesquisou mais de 20 mil pessoas. Em funções mais técnicas a proporção entre homens e mulheres chega a ser de 10 para 1.
Nos diversos níveis da hierarquia de trabalho, as empresas de TI são pouco diversas e inclusivas, ainda que existam iniciativas para mudar este ambiente e a cultura corporativa do setor, para incluir mulheres no mercado de TI.
A persistência das mulheres em conquistar espaço e valorização no mercado de trabalho tem garantido evolução, insuficiente, contudo. Precisa melhorar.


