Os míseros 30% do IPCA, 3,64% de 12,35%, inflação do período de maio de 2021 a abril de 2022, significa que os trabalhadores do SERPRO, que já acumulam perdas das campanhas salariais de 2016 a 2021 de 8,16%, verão estas perdas aumentar para 18,86%.
Pouco importa para a direção da empresa os resultados gerados pelos trabalhadores, que representam um enorme faturamento.
A direção da empresa, ao que parece, tem tirado dos próprios trabalhadores, através da economia imposta através destas perdas, para pagar promoção, reclassificação, além de economizar para a RVA (a PLR gorda da diretoria). Uma PLR que, diga-se de passagem, as assembleias dos trabalhadores rejeitaram nacionalmente, tamanho o abuso que representa. A direção da empresa tenta, desesperadamente, criar artimanha muito mais para ela própria receber, do que para pagar aos trabalhadores, situação que, ao que tudo indica, irá parar na justiça.
A negociação coletiva não vai bem e a empresa ainda não revelou seu plano de cortes, tendo apenas dito em mesa que visa alterar clausulas do nosso ACT, sem maiores detalhes, e que seu plano é não retroagir o ACT à data base (1º de maio).
A empresa tem marcado uma mesa por mês, no final do mês, atrasando a negociação, e além de fazer uma proposta de índice ridícula diz que não será retroativo (?). Isto não existe. Nova reunião está marcada para 23/06/2022.
Diante deste quadro foi realizada uma assembleia nacional no dia 15, no horário de 9h às 12h, como início de um movimento nacional da categoria, onde se identificou um compromisso dos Sindicatos e da Federação para mudar esta realidade e a clareza de todos presentes de que será a mobilização que criará perspectiva de alterar este quadro da campanha salarial. Outras assembleias nacionais acontecerão e regionais também. É necessário o compromisso de todos na construção da mobilização. E, infelizmente, não está descartada a possibilidade de greve se as coisas não evoluírem. E que fique muito claro que se houver greve ela cairá na conta da empresa. Os trabalhadores estarão apenas exercendo seu direito constitucional.
Os trabalhadores do SERPRO exigem respeito!


