SERPRO NÃO NEGOCIA, TENTA IMPOR SUA PROPOSTA DE REBAIXAMENTO DE SALÁRIOS

Esta história de marcar uma mesa por mês para não negociar nada já está passando dos limites. A continuar esta lógica da comissão de negociação da empresa vai chegar dezembro e o Acordo Coletivo ainda estará em negociação. Até parece que a lógica da direção da empresa é esperar o resultado das eleições primeiro para negociar depois.
Acontece que a necessidade dos trabalhadores é agora. Ninguém está suportando a carestia e o reajuste salarial e de demais benefícios do Acordo Coletivo de Trabalho é uma necessidade imediata dos trabalhadores do SERPRO.
Se a empresa não age os trabalhadores precisam agir. Afinal de contas 4,85% de reajuste está fora da realidade e é um desrespeito aos trabalhadores. E a lógica da empresa de considerar 9% recebidos na última promoção por mérito (por alguns) e os supostos 5% do processo de recomposição é um disparate completo, mais falta de respeito ainda. As perdas salarias dos trabalhadores do SERPRO no atual governo estão em torno de 18%.
Os 9% de promoção por mérito atingiu um reduzidíssimo número de empregados, cerca de 200 pessoas do PGCS, das quais quase a metade ocupa cargos de confiança e os supostos 5% do processo de recomposição também deixam de fora todo o pessoal do RARH e PACS, e pela quantidade de vagas contemplará no máximo 1241 pessoas, ou seja, apenas cerca de 17% dos empregados da empresa. Esta postura da empresa em mesa é um abuso.
Falar de PLR na campanha salarial quando este assunto sempre foi tratado fora da campanha e tendo feito a empresa o papelão que fez, ilegal inclusive, de paralisar a negociação com a FENADADOS e “eleger” uma comissão para fazer valer a sua vontade e pagar a proposta ridícula de PLR aos trabalhadores é outro absurdo.
Contra os abusos da direção do SERPRO os trabalhadores precisam se mobilizar e neste sentido foi apontado o seguinte calendário de assembleias/mobilização nacional:
Dia 06/07 no horário de 9:30h às 11:30h;
Dia 13/07 no horário de 08:30h às 12h;
e no Dia 20/07 de 9:30h às 12h.
Não podemos aceitar a lógica autoritária da empresa. Se a empresa não quer fazer evoluir a negociação pelo diálogo, que façamos a mobilização.
Vamos nos unir e lutar em defesa dos nossos direitos.