O Índice Global de Direitos, estudo anual realizado pela Confederação Sindical Internacional (CSI), que analisa o respeito aos direitos dos trabalhadores em 148 países do mundo, mostra o Brasil entre os dez piores países do mundo para se trabalhar.
Ou seja, 5 anos após a aprovação da reforma trabalhista, os trabalhadores brasileiros perderam direitos, grandes empresários mantêm seus lucros e a taxa de desemprego praticamente não mudou após bater recorde em 2020 e 2021.
Para Lucia Garcia, economista do DIEESE, além do desemprego, “o mercado foi desintegrado e a renda pública foi colocada em risco, principalmente o orçamento da previdência social”, ou seja, “quem ganhou com as reformas foram os setores exportadores e financeiro, aprofundando nossa vocação de entregar o sangue do povo para a luxúria da elite”.
O Índice Global de Direitos divide os países em cinco faixas de classificação, de acordo com grau de respeito aos direitos dos trabalhadores e as violações encontradas no período analisado. O Brasil está junto com Bangladesh, Belarus, Colômbia, Egito, Filipinas, Miamar, Guatemala e Suazilândia na faixa 5, a pior possível, dentre os países que não garantem direitos dos trabalhadores.


