A greve do SERPRO entra hoje no seu 14º dia se considerarmos dias úteis e 20º dia, se considerarmos os finais de semana, já que equipes inteiras, que estavam trabalhando nos finais de semana, em regime de hora extra, tamanha a sobrecarga de trabalho da empresa, estão paradas.
A empresa persiste em sua insensibilidade e desvalorização dos seus empregados, tentando lhes impor perdas, já que sua proposta econômica permanece em 60% do índice da inflação do período. Ou seja: nem recompor o poder de compra dos salários a empresa está querendo.
A alternativa dos trabalhadores é ajuizar o dissídio de greve junto ao TST, lamentavelmente, já que a insensibilidade da empresa tem dificultado enormemente a negociação, que se arrasta desde maio/2022.
A empresa, ao invés de buscar alternativas para resolver o problema que ela criou (já que os trabalhadores detestam fazer greve, porém não lhes restou outra alternativa), começou o desatino de ameaçar descontar os dias parados e chegou a rodar uma folha com este desconto ilegal, que foi retirada do ar tão logo os trabalhadores conseguiram ver, todavia, muitos trabalhadores puderam imprimir seus contracheques. Se a folha rodada é fake para tentar intimidar os grevistas não sabemos. Todavia, descontar dias de greve desta forma é ilegal e se for verdade o desconto este também será um debate feito na justiça.
A decisão de entrar com o dissídio de greve foi tomada pelos trabalhadores e foi encaminhada pela FENADADOS. Quem quiser consultar no site do TST, o número do processo do dissídio é 1000743-02.2022.5.00.0000. A consulta também pode ser feita diretamente por esse endereço:
https://pje.tst.jus.br/consultaprocessual/detalhe-processo/1000743-02.2022.5.00.0000/3
A greve continua. Força trabalhadores do SERPRO!


