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“Estamos caminhando para uma situação anterior a 1930”, diz Dieese sobre reforma trabalhista

 

O Sindados-MG realizou na noite desta quinta-feira, 20 de julho, um debate dos trabalhadores com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) sobre o panorama político e econômico no Brasil e em Minas Gerais e a perspectiva das negociação salarial pós-reforma trabalhista. O economista Fernando Ferreira Duarte, supervisor do Dieese em Minas Gerais, mostrou como foram as negociações de 2015 a 2016 e como estão os reajustes em 2017. Para ele, a reforma trabalhista leva o Brasil para um cenário “anterior a 1930”.

Fernando Ferreira Duarte traçou uma panorama das negociações salariais de 2015 a 2017. Ele mostrou que as negociações de 2015 e 2016, especialmente, foram muito ruins para os trabalhadores. “De cada cem negociações, 19 conseguiram reajuste acima da inflação, 44 igualaram o índice e 37 foram abaixo”, disse Fernando Ferreira. 

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Segundo ele, com a aprovação da reforma trabalhista, e sua entrada em vigor em novembro deste ano, a situação é ainda pior. Com a reforma, as empresas poderão fazer demissões coletivas sem intermediação dos sindicatos, não pagar horas-extras, negociar banco de horas individualmente com o trabalhador etc.

“Estamos caminhando para uma situação anterior a 1930”, afirmou Fernando Ferreira, complementando que a reforma enfraquece os sindicatos, coloca a negociação acima da legislação e possibilita a negociação individual. Ele explicou que, antes da reforma, as negociações obedeciam a uma hierarquia de direitos: Constituição Federal, legislação, acordos e, por fim, o que fosse negociado com o trabalhador. Com o advento do negociado sobre o legislado, um acordo individual com o trabalhador pode significar perda de direitos, já que essa hierarquia não mais existe.

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Sobre a reforma da Previdência, o supervisor do Dieese disse que sua combinação com a reforma trabalhista é “desastrosa”. “A reforma da Previdência aumenta o tempo de contribuição e a reforma trabalhista dificulta a permanência do trabalhador no mercado de trabalho”, explicou.

 

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Veja o vídeo completo da apresentação.