Serpro: 6 horas já!

A manifestação pela redução da jornada de trabalho para 6 horas, em Belo Horizonte, no dia 01 de julho de 2015, contou com grande participação dos trabalhadores. Essa luta, já de muitos anos, volta com força total devido a diversos outros fatores que o mundo atual apresenta para os trabalhadores, como, por exemplo, os níveis de produtividade que o trabalho alcançou com as inovações tecnológicas, a necessidade de maior tempo de descanso devido a intensificação do trabalho, a necessidade de qualificação do trabalhador para exercer suas atividades, ao tempo de deslocamento de casa para o trabalho e do vice-versa.

Hoje em dia a redução da jornada de trabalho pode ser vantajosa tanto para os trabalhadores como para as empresas. Estudos realizados nos Estados Unidos e na Europa apontam que a redução da jornada de trabalho combinado com um ambiente de trabalho agradável leva ao aumento da produtividade. Sabemos que a velha fórmula da extensão da mais valia absoluta não tem resultado, mesmo para o capital, em recuperação da sua taxa de lucros. O que torna incompreensível a atitude de muitas empresa em manter as jornadas de trabalho dilatadas, que, ao contrário, resulta no rebaixamento da taxa de mais valia relativa porque aos trabalhadores não cabe outra solução a não ser a resistência na forma de maisporosidade” no processo de trabalho.

A redução da jornada de trabalho é uma luta histórica da classe trabalhadora, no início do capitalismo se fez presente de forma mesmo espontânea como no movimento luddista com sua fórmula de quebra das máquinas e que depois se organizou no movimento das trade unions, mais localizados primeiramente em Lancashire, Yorkshire e Manchester (Inglaterra), por volta do ano de 1769, e nos anos seguintes se espalhou por toda o país e para o mundo industrializado.

A redução da jornada de trabalho e a limitação da produtividade foram reivindicações nos primórdios dos sindicatos dos trabalhadores em processamento de dados e informática e continuou ao longo dos anos até hoje. Às vezes com menos intensidade devido à luta premente contra o arrocho salarial, mas não menos importante do ponto de vista estratégico na disputa de hegemonia travada pela classe trabalhadora.

Por tais motivos o Sindados/MG tem colocado insistentemente na sua pauta de lutas a redução da jornada de trabalho. Nas empresas privadas a reivindicação é permeada por múltiplas dificuldades, desde a fragmentação dos propósitos estabelecidos até a resistência grosseira da organização patronal em relação ao tema.

Vamos organizar a luta dos trabalhadores do Serpro com toda determinação para que sejamos todos nós vitoriosos nesta batalha.

Concentração dos trabalhadores na portaria da empresa em Belo Horizonte – 01.07.2015