No dia 30 de junho de 2016, esteve no Sindados o economista Fernando Duarte do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) para discutir a conjuntura brasileira e o cenário que se apresenta para os trabalhadores. Fernando destacou que a crise econômica é muito severa pelos dados da economia e seus reflexos sobre os trabalhadores é dos piores possíveis.
“A economia brasileira encolheu, no ano de 2015, 3,8% e a perspectiva para este ano que ela encolha mais 3,5%, sendo que em 2014 o crescimento foi praticamente zero. É como se tivéssemos um bolo para ser divido nos anos anteriores de um tamanho, hoje ele é bem menor. Isso ocorre num contexto de profunda crise econômica mundial, essa crise começa nos países centrais a partir de 2008 que eleva muito a taxa de desemprego, naquele contexto o Brasil adotou medidas para enfrentar a crise que de uma certa forma foram bem sucedidas com ampliação da presença do Estado. Por exemplo, o “Minha casa, minha vida”, foi um programa que gerava emprego como manutenção dos níveis de demandas da sociedade. A redução do IPI foi outra forma do Estado manter a economia aquecida. Mas depois disso vem um quadro de piora do quadro econômico, em 2012, havia uma perspectiva de crescimento acima dos 4%, e depois viu-se que não teria mais esse crescimento, principalmente porque a exportação de commodities entrou em declínio. O governo brasileiro resolve então tomar medidas, algumas repetem as de 2008, como redução do IPI aumento dos investimentos no PAC, redução das contas de energias, segurar o preço dos combustíveis, desonerar a folha de pagamento dentre outras.
O governo Dilma caiu duas vezes no canto da sereia…”