
No último dia 11 de abril, tivemos a 1ª mesa de negociação, com a direção da PRODABEL, referente a campanha salarial 2025. A conversa não começou muito bem, pois a Empresa, em sua contraproposta à nossa Pauta de Reivindicações, ignorou um princípio fundamental de campanha salarial, a existência do que chamamos de DATA-BASE da categoria. A nossa data-base vai de 1º maio de cada ano a 30 abril do ano seguinte.
A direção da Empresa está confundindo as coisas. O fato de, na negociação 2024/2025, termos acordado a mesma proposta feita para os servidores públicos municipais não significa alteração na nossa data-base (significa apenas que aceitamos, naquele momento, o reajuste ser pago em agosto, novembro e dezembro de 2024).
O acordo vigente 2024/2025, ainda que tenha garantido algum ganho real pontual, não pode ser pressuposto para nos contentarmos apenas com a inflação do período em 2025 (contraproposta da Empresa na 1ª rodada de negociação). Muito menos ainda, aceitarmos o reajuste da inflação do período sem retroação à data-base, o que implicará em reposição parcial das perdas e, consequentemente, em aumento das perdas históricas dos trabalhadores da PRODABEL.
Lembramos que a gestão da PRODABEL tem sido praticamente a mesma desde o início do governo Kalil e, nesse período de gestão, acumulamos perdas salariais frente a inflação, à alta dos alimentos, entre outros. A contraproposta da direção da Empresa agrava este cenário.
A Câmara Municipal de Belo Horizonte foi mais positiva na negociação dos servidores ao aprovar 10% de reajuste nos salários e um ticket superior a R$ 2.000,00. A direção da PRODABEL precisa seguir este caminho.
Nova rodada de negociação está marcada para o dia 23/04/2025.



