
Os sindicatos são organizações de representação dos interesses dos trabalhadores, criadas para compensar o poder dos empregadores na relação contratual, sempre desigual e reconhecidamente conflituosa.
Os sindicatos nasceram na primeira metade do século XIX como necessidades dos trabalhadores de reagir contra as precárias condições de trabalho e baixa remuneração a que estavam submetidos e foram reconhecidos, institucionalmente, nos principais países industrializados no final do século XIX, e, desde então, cumprem o papel fundamental na organização dos trabalhadores, pressionando pela ampliação dos limites dos direitos individuais e coletivos ainda hoje estreitos em muitos países, entre os quais o Brasil.
O sindicato é o resultado da ação organizada dos trabalhadores e com a sua existência são registrados importantes avanços sociais, entre os quais se destaca a redução gradual da jornada de trabalho, de um total de até 16 horas, no século XVIII, para as atuais oito horas ou menos, na maioria dos países. Um dos marcos do reconhecimento da importância das organizações sindicais ocorreu em 1919, logo após a 1ª Guerra Mundial, com a criação da Liga das Nações, entidade tripartite que deu origem à Organização Internacional do Trabalho (OIT).
O sindicato de trabalhadores é o representante e defensor dos interesses coletivos e individuais de uma categoria profissional e faz isto negociando com empregadores melhores salários, condições de trabalho, benefícios e direitos.
O sindicato atua na fiscalização de abusos tais como o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), na exigência do cumprimento da legislação trabalhista, na assistência jurídica aos filiados, na orientação sobre direitos e na promoção do desenvolvimento profissional e social da categoria. É a instituição que melhor atua para assegurar o cumprimento dos direitos e denunciar os abusos, pois no contato cotidiano com os trabalhadores, toma conhecimento de circunstâncias e ocorrências que ferem as leis, os acordos e as Convenções Coletivas. Desde situações como a do trabalho escravo e os acidentes de trabalho, passando pelos constrangimentos morais e psicológicos, até o excesso de jornada e o descumprimento das obrigações trabalhistas mais básicas, o sindicato atua como um fiscal atento.
Muitas das denúncias que chegam às autoridades fiscalizadoras e ao Ministério Público partem dos sindicatos, que, assim operam para que as leis saiam do papel e, efetivamente, cumpram as funções para as quais foram aprovadas. As negociações coletivas e a atuação fiscalizadora em que se envolvem os sindicatos de trabalhadores contribuem não só para a melhoria da vida de seus representados, mas também para evitar a morosidade das demandas judiciais na resolução dos conflitos.



