
Nos últimos dias 21, 22 e 23 de outubro, milhares de trabalhadores da COPASA e de movimentos sociais e sindical foram às ruas e lotaram a Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais (ALMG), numa histórica mobilização em defesa do direito do povo ao referendo para decidir se permite a privatização da COPASA, ameaçado pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 24/2023, a chamada PEC do Cala Boca, que pode retirar da Constituição mineira a exigência de consulta popular (referendo) para a privatização da COPASA. O SINDADOS/MG esteve presente, solidarizando-se com essa que é uma luta de todo o povo mineiro, pois a privatização da água significará o aumento das tarifas e a queda da qualidade dos serviços, como mostram os inúmeros exemplos, inclusive em municípios cujo resultado da privatização foi a água se tornar inapropriada para o consumo humano. Contudo, na calada da noite, às 4:30 da manhã, deputados da base do governo Zema conseguiram aprovar a PEC no 1º turno da votação. Foram 52 votos a favor do fim do referendo e 18 contra.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Minas Gerais (SINDÁGUA /MG), a categoria deflagrou greve “pela universalização do saneamento e contra a exploração dos serviços por empresas privadas que só buscam altos lucros e excluem os pobres do direito à água e esgoto tratado (…). A COPASA já atende quase 99,4% da população com abastecimento de água, superando as metas do marco do saneamento, e 74% com tratamento de esgoto em sua área de atuação em todo o Estado. Ao mesmo tempo em que elogiam a capacidade sustentável da COPASA, distribuindo lucro líquido altíssimo para o governo e acionistas, os privatistas querem vender a empresa para que estes lucros sejam embolsados pelos empresários que, eventualmente, ‘comprem’ a empresa. É o maior escândalo patrocinado pelo governo Zema e pelos deputados irresponsáveis, que fica registrado no lixo da História de Minas Gerais”.
Não restam dúvidas quanto à política de desmonte do estado mineiro imposta pelo governo Zema! A postura ditatorial do governo diante da COPASA, de tentar calar a boca da população mineira, impondo uma privatização sem referendo popular, não é uma política isolada. CEMIG, PRODEMGE, CODEMIG são só alguns exemplos do rastro de desigualdades e sucateamento dos serviços públicos deixado pelo governo, isso sem falar no aumento da dívida estadual, nos retrocessos sociais e fiscais. Não podemos nos calar! Não podemos permitir esses ataques!
É preciso organização, unidade e mobilização da população mineira em defesa do seu patrimônio.
A luta continua!
Todo apoio à luta dos trabalhadores da COPASA!



