CONTRADIÇÕES EM AÇÕES QUE REPRODUZEM MAIS DO MESMO

A diretoria do Banco Central argumenta, para elevar a taxa Selic, que a alta dos juros seria necessária para combater a elevação da inflação. A taxa Selic foi, absurdamente, para 14,25% ao ano.
Ocorre que a inflação tem subido devido à elevação dos preços que são administrados pelo próprio governo, tais como combustíveis, energia elétrica, planos de saúde etc., e por causa da elevação no preço de alimentos.
Mas a alta do preço de alimentos decorre da falha da política agrária, que não dá incentivo para o pequeno agricultor, que é quem produz a maior parte da comida consumida nas casas dos brasileiros. Em contrapartida, o governo incentiva o agronegócio de exportação, que produz commodities para exportação e usufrui de isenções tributárias, recebe incentivos fiscais, e provoca dano ambiental com derrubada de florestas, contaminação do solo e das águas entre outros.
E o povo brasileiro que ganha salário-mínimo? Este não tem dinheiro nem para comprar produtos para suprir as suas necessidades básicas e está endividado. Afinal, os salários da classe trabalhadora no Brasil são baixos demais e o salário-mínimo não supre estas necessidades básicas, em contradição, inclusive, com o que determina a Constituição Federal.
E os trabalhadores, já endividados com empréstimos consignados, agora terão a “oportunidade” de fazerem empréstimos usando o FGTS como garantia (medida governamental). Absurdo completo.
Moral da história: “A elevação da taxa básica de juros Selic para o abusivo patamar de 14,25% ao ano gera uma despesa extra com juros da dívida pública de cerca de R$ 55 bilhões anuais e afeta negativamente toda a economia do país”, conforme análise de Maria Lucia Fattorelli, coordenadora Nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, membro da Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo da CNBB, e coordenadora do Observatório de Finanças e Economia de Francisco e Clara da CBJP.