
O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançou no último dia 06/04 a nota técnica “A guerra no Irã, os efeitos sobre o setor de óleo e gás e os desafios para a soberania energética brasileira”, fazendo uma análise dos efeitos sobre o setor de óleo e gás e os desafios para a soberania energética brasileira que a Guerra no Irã pode trazer.
Segundo a Nota, a decisão dos EUA e de Israel de atacar o Irã, grande produtor de petróleo do Oriente Médio, mergulhou o setor em uma fase de profundas incertezas.
Para o Brasil, o impacto também pode ser sentido nas questões econômicas e estratégicas. Isso porque o Brasil vive o paradoxo de ser um grande exportador de óleo bruto, mas continua dependente da importação de derivados essenciais, como diesel, gasolina e fertilizantes.
Segundo a nota, “Há risco de desabastecimento, disparada dos preços, aumento dos custos e instabilidade no transporte e logística de produtos, entre outros efeitos”.
O texto também chama atenção para a necessidade da retomada do controle, pelo Estado, das decisões que envolvem a produção e distribuição de energia.
“O aumento dos preços dos derivados no Brasil, em especial do diesel, nos últimos dias, e os riscos de desabastecimento em algumas regiões do país não são novidades e sofrem influência direta de escolhas políticas adotadas em anos anteriores”, afirma o documento.
A Nota também apresenta as principais medidas adotadas pelo atual governo federal no sentido de minimizar os problemas e conter os preços do óleo diesel.
Aliado a isso, o documento traz as propostas construídas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) para o País lidar com as adversidades trazidas pela guerra, reforçando a importância das empresas estatais para o enfrentamento das crises.
Confira a nota Técnica:
https://www.dieese.org.br/notatecnica/2026/notaTec292GuerraPetroleo.html



