FORÇA DA MOBILIZAÇÃO: ENQUANTO META DEMITE OITO MIL TRABALHADORES, SAMSUNG MANTÉM 48 MIL

A mobilização mostrou a força dos trabalhadores em dois casos de demissão em massa.
A Meta, dona do Instagram, WhatsApp e Facebook, começou nesta quarta-feira, 20/05, uma demissão em massa que vai atingir oito mil trabalhadores. Segundo a empresa de Mark Zuckerberg, as demissões são para cortar custos com mão-de-obra e direcionar o dinheiro para investimento em Inteligência Artificial (IA), numa lógica que demostra que o trabalhador é o que menos importa para este capitalista.
Em outro caso de (quase) demissão em massa, a Samsung, gigante coreana de tecnologia, ameaçou demitir 48 mil trabalhadores após negociações fracassadas sobre remuneração e bônus dos funcionários.
O sindicato local queria a abolição definitiva do teto de bônus de 50% dos salários anuais e a destinação obrigatória de 15% do lucro operacional anual da companhia para um fundo comum distribuído aos trabalhadores.
A Samsung queria pagar um bônus até seis vezes maior para 27 mil funcionários de setores ligados à fabricação de componentes de IA em relação aos 23 mil trabalhadores de outras áreas.
Pressionada pelo sindicato local, Samsung recua
O sindicato local não aceitou e ameaçou começar uma greve história de 50 mil trabalhadores nesta quinta-feira, 21/05.
A Samsung, então, recuou. A greve poderia travar a indústria de IA de todo o mundo, gerando um impacto internacional entre 70 bilhões e 104 bilhões de dólares, segundo cálculos do banco JP Morgan. A interrupção do fornecimento geraria uma perda de confiança no mercado.
Samsung e sindicato assinaram um acordo provisório e a greve foi suspensa. Hoje, a Samsung enfrenta uma fuga de talentos devido a salários pouco competitivos em relação ao mercado mundial.
A greve é uma arma poderosa dos trabalhadores, que unidos, podem mudar o curso da história.
Trabalhadores da Meta que enfrentam a realidade de demissão em massa precisariam se organizar e seguir o exemplo dos trabalhadores da Samsung.