
Na noite do último dia 27 de maio, o impossível foi inevitável. Frente a pressão dos trabalhadores, a Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, o fim da escala 6X1, passando a jornada de 44h para 40h semanais, sem redução de salários. O placar foi de 472 votos a favor e 22 contra no primeiro turno e 461 a favor e 19 contrários no segundo turno.
A transição se dará de forma gradual – a primeira redução, para 42h semanais, ocorrerá 60 dias após a promulgação da PEC, enquanto a segunda redução, para as 40h semanais, ocorrerá 12 meses depois – totalizando 14 meses até o fim definitivo da jornada 6X1.
Usando Trotsky, podemos concluir que toda revolução é impossível até que seja inevitável. A escala 6×1 no Brasil é isso na prática.
A direita e o centrão juntos têm a maioria no Congresso, juntos se posicionaram contra o fim da escala 6×1, principalmente o PL. O deputado federal Marco Feliciano (PL-SP) chegou a usar o termo “excrescência” para se referir à proposta. Contudo, o interesse de dezenas de milhões de trabalhadores organizados por um objetivo superou as dezenas de bilhões de reais de algumas centenas de bilionários.
Avançamos, mas ainda não está concluído o processo, pois o Senado ainda tem que votar e quem é contra pode tentar “embaralhar” o jogo e votar algo diferente, atrapalhar o que já está aprovado pelos deputados com amplíssima maioria.
É hora de mobilizar e cobrar dos senadores o fim da escala 6×1 sem golpes e a redução de jornada sem perda salarial.
Fim de 6×1 já!



