
A negociação coletiva é, a princípio, o processo de diálogo entre sindicatos de trabalhadores e de empregadores (ou empresas), que tem por objetivo estabelecer ou ajustar condições de trabalho, salários e benefícios.
Como dialogar e ter algum êxito, se um dos lados sempre chega alegando impossibilidade de atender o que pede o outro lado? A negociação acontece anualmente, na data-base, convencionado assim em nosso País.
Todas as negociações são difíceis, de empresas públicas e empresas privadas; da categoria de TI ou qualquer outra. A dificuldade está exatamente no fato de que primeiro precisamos sensibilizar para as nossas necessidades, ainda que possam parecer óbvias: melhorar o salário, os benefícios econômicos e condições de trabalho.
Não existe uma convergência de pensamentos, uma vez que o pressuposto dos representantes dos empregados é de que, sendo as empresas de prestação de serviços, o capital humano deveria ser tratado como investimento. Todavia, os representantes patronais o veem como custo e isto, por vezes, dificulta o diálogo, pressuposto do processo de negociação.
É nesta toada que caminha a negociação coletiva de setembro entre SINDADOS E SINDINFOR. Muito respeito entre os negociadores, mas cada avanço, por menor que seja, é um esforço, resultado de muita conversa.
Nossa tentativa, neste momento da negociação com o SINDINFOR, que começou em meados de setembro, é de ter uma proposta concreta, escrita. Houve evolução na conversa, porém sem formalização ainda, o que estamos aguardando.
Fica o nosso pleito, enquanto o ato de assinar a Convenção Coletiva não se consumou: por uma maior valorização dos profissionais de TI.



