ESPECIAL DATAPREV

O SINDADOS/MG foi convidado para uma reunião inusitada na DATAPREV


O SINDADOS/MG foi convidado para uma reunião inusitada na DATAPREV, assim como os trabalhadores. O ofício que o sindicato recebeu mencionava que a reunião era para informes sobre o andamento das negociações ACT/2011.
Ficamos curiosos para constatar o conteúdo da reunião, apesar de termos sido informados pela Sra. Bela Moscovitch Meneses, Facilitadora das Relações do Trabalho e Sindicais, de que seria uma conversa simples.
Aberta a reunião ouvimos por parte da empresa um relato sobre o processo de negociação coletiva que em nada nos acrescentou. Ouvimos a justificativa de que o retrocesso da negociação, em que a empresa tenta impor aos trabalhadores uma série de prejuízos que pioram o Acordo Coletivo de Trabalho em conquistas importantes, deve-se a problema de contingenciamento em função de cortes do governo no orçamento, o que é de praxe; e outra justificativa esdrúxula é a existência de um racha no movimento sindical.
Informaram que a empresa vai buscar alternativa junto ao velho DEST de sempre para tentar melhorar sua proposta e que o ACT é composto por cláusulas normativas(reajuste de salários, pagamento de benefícios entre outros) e obrigacionais (liberação de dirigentes sindicais, entre outras), sendo que as obrigacionais necessitam de assinatura de procuração concedendo poderes à Fenadados para negociar, do contrário serão cláusulas que não vigorarão para os Estados que não derem a procuração. Ou seja, esta última alegação é uma novidade desta campanha salarial, que nunca existiu em negociações anteriores, revelando-se numa forma de pressão aos sindicatos que não assinaram procuração para a Fenadados.
Disseram também que a empresa está passando por mudanças e que irão fazer um seminário para discutir o tema tal como apresentado na última mesa de negociação.
Ouvimos o que a empresa nos chamou para dizer e aproveitamos a oportunidade para dizer aos gestores empresariais, apesar de sabermos que a negociação é em âmbito nacional, da nossa insatisfação com o andamento da campanha salarial, uma vez que não estamos em campanha para receber apenas o índice de inflação do período e desta vez, parcelado, quando todos nós sabemos que este índice de inflação é uma farsa que visa enganar os trabalhadores, pois a realidade nos mostra em cada conta que pagamos, em cada compra de supermercado ou sacolão que fazemos a verdadeira perda do poder aquisitivo dos nossos salários. Todo mundo sabe fazer conta e a direção da empresa precisa mudar seu comportamento de tratar de forma tão desrespeitosa os seus trabalhadores.
Não estamos em campanha salarial para assinar acordo que ataca direitos dos trabalhadores e piora o ACT hoje em vigor. Negociamos apenas na data base, sem contar que fomos vítimas no último período do golpe do ACORDO BIANUAL, sendo um absurdo a empresa vir a esta negociação, depois de 2 anos, para prejudicar os trabalhadores.
Sobre o racha do movimento indagamos: Será que a empresa está mesmo preocupada com isto? Estranho. Em nossa análise a empresa está se valendo desta situação para fazer a confusão, com vistas a alcançar o seu objetivo de ver assinado um acordo com perdas para os trabalhadores.
Querem que o trabalhador pense que o movimento está dividido e que, portanto, é preferível assinar o acordo nos moldes que a empresa está tentando impor por causa desta divisão. Nosso raciocínio deve ser outro, ou seja, se a empresa está mesmo preocupada com a divisão do movimento, que a mesma atenda as reivindicações da maioria dos trabalhadores que integra a pauta que está sendo negociada através da Fenadados. E mais, que este acordo assinado tenha validade em todo território nacional, pouco importando o racha do movimento, porque a empresa é uma só e a minoria deve se submeter às conquistas da maioria.