Se o salário do trabalhador se determina por um convênio entre o empregador e o empregado (Convenção Coletiva de Trabalho – CCT; ou Acordo Coletivo de Trabalho – ACT), e se cada empregado sozinho é impotente para travar a negociação, torna-se claro que os trabalhadores devem, necessariamente, defender juntos as suas reivindicações; devem, necessariamente, declarar-se em greve para impedir que os empregadores baixem os salários ou para conseguir um vencimento mais alto. E, efetivamente, não existe nenhum país capitalista em que não sejam deflagradas greves de trabalhadores. Greve é um direito constitucional aqui no Brasil.
Os trabalhadores se sentem, em toda parte, impotentes quando atuam individualmente e só podem opor resistência aos empregadores se estiverem unidos. Para reflexão: quando as empresas prosperam, os empregadores obtêm grandes lucros e não pensam em reparti-los com os empregados; mas durante a crise, os empresários tratam de despejar sobre os ombros dos trabalhadores os prejuízos.
Portanto, estão certos os trabalhadores da PRODABEL que aprovaram greve para começar no dia 24/06/2019. Também é correta a luta que está sendo travada para tentar unificar trabalhadores da BHTRANS e URBEL, pois apesar de serem pessoas jurídicas com CNPJ´s próprios, os empregadores convencionaram de se submeter às determinações do prefeito através de suas assessorias. Ainda que os tempos não estejam tão unificados, com uns já em greve e outros por inicia-la, as conversas estão acontecendo, as reflexões conjuntas estão sendo feitas e as diretrizes políticas estão sendo tiradas.
Viva a organização dos trabalhadores!
Viva a unidade dos trabalhadores nas lutas que são permanentes!



