POR UM 1º DE MAIO DE LUTA!

O 1º de Maio, conhecido mundialmente como o Dia Internacional dos Trabalhadores, tem suas raízes na histórica greve de Chicago, em 1886, quando milhares de operários reivindicaram a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias. A repressão violenta a esse movimento resultou na morte de manifestantes e na execução de líderes operários, conhecidos como os Mártires de Chicago. Em homenagem a esses trabalhadores foi instituído o 1º de Maio como um dia de luta e solidariedade da classe trabalhadora.
No Brasil, a data começou a ser celebrada por movimentos operários na década de 1910. Em 1924, o governo de Artur Bernardes oficializou o 1º de Maio como feriado nacional, denominando-o “Dia do Trabalho”. Posteriormente, durante a Era Vargas, a data foi apropriada pelo Estado, transformando-se em uma celebração oficial que exaltava o trabalho e a figura do trabalhador disciplinado, desvinculando-a de seu caráter original de protesto e reivindicação.
No atual momento vivido pela classe trabalhadora, marcado pela retirada de direitos, aumento do desemprego e precarização das condições de vida, torna-se urgente resgatar o espírito combativo do 1º de Maio. O 1° de maio precisa voltar a ser um momento de mobilização e luta dos trabalhadores, convocando greves e manifestações que os una em defesa de seus direitos e contra as imposições imperialistas e neoliberais que os oprimem.​
É importante destacar que haverá atos de resistência, que acontecerão Brasil afora, convocados por vários setores da CUT que compreenderam esta necessidade. Estes atos ocorrerão como forma de levar às ruas as pautas de reivindicações dos trabalhadores mais importantes do atual momento.
Não podemos ter dúvidas: somente por meio da luta coletiva e da ação direta dos trabalhadores será possível garantir que suas pautas se transformem em conquistas!
Esse é o momento de colocar o bloco na rua para impedir o grande ataque aos trabalhadores que será a aprovação da pejotização pelo STF, uma medida que poderá jogar a “pá de cal” sobre a CLT.

Pelo fim da jornada 6X1!
Pela redução da Jornada sem redução salarial nem de benefícios!
Pelo controle dos preços dos alimentos por meio da valorização da agricultura familiar, da reforma agrária e da reestruturação da Conabe!
Não às privatizações!
Por aumento real e substancial do salário mínimo!
Em defesa da soberania nacional!