QUAL A PROPOSTA DOS CANDIDATOS AO GOVERNO DE MG PARA OS SERVIDORES PÚBLICOS?

O SINDADOS/MG reuniu as principais propostas que dizem respeito ao funcionalismo público dos candidatos ao governo de Minas Gerais que estão liderando as pesquisas. Consultamos os Programas de Governo sobre planos de carreira, salários, privatizações, ciência e tecnologia.

Política para o servidor público de Minas Gerais

Cleitinho (Republicanos)

Só para policiais civis e militares. Seu Plano de Governo tem apenas 16 páginas, menciona “orçamento base zero” (a cada ano é recalculado e, portanto, pode reduzir ao longo do tempo) e não tem previsão de aumento ou mesmo de reposição pela inflação para os demais funcionários públicos. Não tem menção a plano de carreira e concursos para servidores.

Patrus Ananias (PT)

Em seu Programa de Governo, de 68 páginas, as políticas para o funcionalismo público incluem concursos públicos para substituir temporários, reposição salarial dentro dos limites legais, cita “valorização” das carreiras dos servidores em geral. Há mais menções e detalhes para os planos de cargos e carreiras dos servidores da Educação e da Saúde.

Kalil (PDT)

Menciona carreira e formação, de maneira genérica, para os professores.

Mateus Simões (PSD)

Não tem. Nas cinco páginas de seu programa de governo, ele sequer menciona a palavra “carreira”. A palavra “remuneração” é citada de maneira genérica, mas não diz se vai aumentar ou não o salário dos servidores. Não diz sequer se vai reajustar pela inflação.

Piso e salário dos professores

Cleitinho (Republicanos)

Menciona “valorização” de maneira genérica no Programa de Governo, mas já disse em sabatinas que não vai dar aumento para os professores.

Patrus Ananias (PT)

Pagamento do piso nacional dos professores de R$ 5 mil previsto no Programa de Governo.

Kalil (PDT)

Não se comprometeu com o piso e oferece uma política que considera “carreira, formação e condições de trabalho”, sem dizer como isso será feito.

Mateus Simões (PSD)

Não menciona aumento nem reposição pela inflação.

Ciência e Tecnologia

Cleitinho (Republicanos)

Prevê aulas de tecnologia, programação, robótica e inteligência artificial na rede pública estadual e cursos de capacitação em “tecnologia, dados e programação” para jovens de periferia e do interior.

Patrus Ananias (PT)

Pretende “superar uma política de CT&I fragmentada e reativa” para criar uma estratégia estadual articulada a um projeto de desenvolvimento social e econômico. Os gastos com ciência e tecnologia não seriam apenas acessórios, mas estratégicos para áreas como biotecnologia, saúde, IA, vacinas, agricultura, novos materiais etc.

Kalil (PDT)

Fala em incentivo a startups, mas não diz se haverá financiamento. O programa prevê bolsas, projetos de pesquisa e empresas inovadores como atrativo para “atração de profissionais de outros lugares” fora de Minas Gerais.

Mateus Simões (PSD)

Fala de ampliar a inclusão digital e conectividade para áreas desassistidas, mas não diz como. Aliás, diz que tudo tem que respeitar “o equilíbrio fiscal”. Traduzindo: só se “sobrar” dinheiro. Fala em digitalização do serviço público e uso de IA (inteligência artificial) para ganhar “eficiência em compras, arrecadação e atendimento”.

Privatização

Cleitinho (Republicanos)

Não menciona a palavra “privatização” em seu Plano de Governo. Mas em 2022, foi a favor da privatização da Copasa. Em 2025, criticou o fim do Referendo Popular para privatizá-la, mas não se posicionou sobre a privatização em si, embora seu irmão, deputado estadual Eduardo Azevedo (PL), tenha votado a favor da venda da Copasa.

Patrus Ananias (PT)

Seu Programa de Governo enfatiza que é contra as privatizações das estatais mineiras. Em pronunciamentos, o candidato Patrus foi contra a privatização da Copasa e da Cemig.

Kalil (PDT)

Programa de Governo não menciona privatizações. Em pronunciamentos, Kalil foi contra a privatização da Copasa, se diz contra a privatização da Cemig, mas quer privatizar rodovias.

Mateus Simões (PSD)

Não menciona a palavra privatização em seu plano. Entretanto, articulou para derrubar o Referendo Popular e privatizou a Copasa. Junto com Zema, tentou vender inúmeros imóveis, incluindo os históricos de escolas de Minas Gerais. Importe destacar que no pacote do Zema também previa a venda do imóvel onde funciona a sede da PRODEMGE, motivo de muita luta pelo SINDADOS/MG, que junto com a deputada estadual Beatriz Cerqueira, conseguiu retirar o imóvel da pauta de vendas. Privatizou várias subsidiárias da Cemig e quer privatizar a empresa principal.