Segundo o relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação (FAO), quase três em cada 10 brasileiros (cerda de 30% da população brasileira) não têm garantia de comida.
São 61,3 milhões de pessoas que não têm garantia de alimentação, sendo que destas, 15,4 milhões convivem com insegurança alimentar grave. Estes dados são do período de 2019 a 2021. De 2014 a 2016, eram 37,5 milhões de pessoas com insegurança alimentar e, dentre elas, 3,9 milhões em condição grave. O salto nos números apavora.
Em 2021, no mundo todo, 2,3 bilhões de pessoas, quase 30% da população mundial, sofreram com insegurança alimentar severa. A guerra na Ucrânia tende a agravar este quadro, pois provocou distúrbios nas redes mundiais de distribuição e um aumento dos preços dos alimentos, energia e fertilizantes.
Enquanto isto, no Brasil, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está sendo privatizada por dentro, conforme denúncia do representante do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário, Marcus Vidal. Segundo Marcus, o projeto do atual governo é de restringir o apoio aos pequenos e médios produtores e priorizar critérios de mercado para a pesquisa. Para justificar, o governo estrangula e fragiliza a EMBRAPA, entregando-a ainda mais ao agronegócio.
A grave situação, todavia, está no fato de que a agricultura familiar é a responsável por 70% da comida que chega à mesa dos brasileiros e, lamentavelmente, tem sido um dos setores mais perseguidos pelo atual governo, com a falta de investimento.


