DATAPREV: CAMPANHA SALARIAL NÃO SE DESENVOLVE A CONTENTO

A proposta econômica ainda está aquém do que foi apresentado em mesa. A empresa ofereceu o INPC, menor índice do período, abaixo do IPCA; e a reivindicação da categoria é, também, de recompor as perdas do governo passado que totalizam 4,21%, retroativo à data-base de maio/2023.
Sobre o plano de saúde, a representação dos trabalhadores entende como importantes os avanços apresentados pela empresa, porém ainda existem trabalhadores com dificuldades para acessar os planos de saúde privados por questão financeira. Estamos reivindicando que os impactos nos valores sejam pagos retroativamente.
Ou seja, a negociação da Campanha Salarial dos Trabalhadores da Dataprev 2023/2024 não avançou muito até agora.

A empresa nega a reivindicação dos direitos garantidos nos acordos anteriores a todos os trabalhadores, dividindo-os em duas categorias, como por exemplo negando o abono de 6 dias, anuênio e licença prêmio aos novos empregados.

Além da divisão dentro da empresa, ainda temos os empregados cedidos para outros órgãos, que não têm direito à PLR e GVR, alguns no trabalho presencial e outros em home office.

A Dataprev tem priorizado reuniões sobre teletrabalho, outro tema bastante questionado pelos trabalhadores, que desejam trata-lo no âmbito das negociações do Acordo Coletivo, de modo a refletir suas necessidades e anseios. A tentativa da empresa de tratar este tema de modo paralelo só dificulta o processo de negociação.
O fato é que a Campanha Salarial da Dataprev está num impasse. Uma das prioridades da Campanha 2023 é resgatar direitos retirados no ACT 2020/2022, tais como o abono de seis dias, o anuênio e a licença-prêmio para os/as novos/as empregados/as, mas a empresa insiste em manter essa desigualdade.
A proposta de distribuição da PLR 2022 com 30% linear e 70% proporcional, também é mais uma iniciativa da empresa que aposta na divisão e no enfraquecimento da Campanha.
Unir os trabalhadores para lutarem por suas reivindicações e direitos!