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Empresas de TI querem reduzir direitos dos trabalhadores em Minas Gerais

CAMPANHA SALARIAL 2020

Após mais de dois meses de negociações, o sindicato patronal (SINDINFOR) persiste em apresentar uma proposta das empresas de TI para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), na qual pretende impor prejuízos inaceitáveis aos trabalhadores.

A conduta patronal e a proposta apresentada pelo SINDINFOR apontam para um retrocesso sem precedentes nas relações de trabalho dos profissionais de informática em nosso estado.

Apesar de ter orientado as empresas, em seu site, a fazerem uma antecipação de reajuste da data-base setembro de 2,8%, o SINDINFOR, em sua mais recente proposta, ignora a data-base da categoria e sequer apresenta índice de Reajuste Salarial. Querem reajustar somente os pisos salariais em 2,9% (abaixo da inflação do período) e, inacreditavelmente, incluem um item que autoriza as empresas que não puderem corrigir os pisos por este percentual ínfimo, a parcelá-lo até junho/2021.

Além disso, querem congelar o valor do Vale Refeição e deixar de pagar a PLR (Participação nos Lucros ou Resultados) do ano de 2020, mesmo que as empresas tenham tido lucro no exercício.

Enfim, o SINDINFOR parece querer romper com o histórico de diálogo e entendimentos e inaugurar uma era de conflitos e desacordos.

A partir da próxima quarta-feira (25/11), às 19:00 horas, o SINDADOS/MG dará início à JORNADA DE LUTAS DA CAMPANHA SALARIAL 2020, com a realização da LIVE: INFORMAR E MOBILIZAR. Participe pelo Facebook:/@sindadosmg e youtube: @Sindadosmg1.

O SINDADOS/MG também irá intensificar as medidas de identificação das irregularidades trabalhistas cometidas pelas empresas de TI, principalmente quanto à violação da CLT e da Convenção Coletiva e, uma vez confirmada a ilegalidade, irá ajuizar Ações Coletivas em favor dos trabalhadores prejudicados.

Para tanto, os trabalhadores terão um CANAL ESPECIAL DE DENÚNCIA, através do e-mail: [email protected] e pelo Plantão Jurídico, no telefone (31) 3237-7600 (terças e quartas, de 16:00 às 18:00), sem necessidade de se identificar.

Continuamos defendendo o caminho do diálogo e nos mantemos a disposição para dar andamento ao processo de negociação coletiva, com fechamento da CCT. Melhorar a redação da CCT para garantir maior segurança jurídica às partes nós topamos, desde que isto não signifique reduzir direitos dos trabalhadores.

ESSA LUTA DEPENDE DA ORGANIZAÇÃO E DA MOBILIZAÇÃO DA CATEGORIA!