Na última segunda-feira, 31/08, aconteceu mais uma mesa de negociação com o SINDINFOR (sindicato patronal).
Ainda sem evolução, as conversas transcorreram, de parte a parte, de uma forma respeitosa, porém, permanecem as divergências da reunião anterior, pois os patrões persistem na posição de reajuste ZERO para salários e benefícios. Já em relação à PLR, querem a SUPRESSÃO desta cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e, obviamente, o SINDADOS/MG não concorda.
Os argumentos patronais estão fundados principalmente na crise decorrente da pandemia do novo Coronavírus (Covid 19) e os contra argumentos do SINDADOS/MG se baseiam no fato de que a crise também impactou em muito para os trabalhadores que tiveram sua jornada e salários reduzidos, seus encargos trabalhistas reduzidos, ou mesmo seus contratos suspensos em razão de legislação específica que entrou em vigor.
Além do mais, se é fato que algumas empresas tiveram maior impacto, para uma ampla maioria delas a crise representou uma janela de oportunidades e o crescimento é comemorado, mensalmente, em recordes de crescimento com os trabalhadores.
Sobre a SUPRESSÃO da cláusula de PLR da CCT, o nosso Sindicato entende como inaceitável a proposta, pois esta cláusula está redigida de tal forma que não havendo lucro por parte das empresas estas podem fundamentadamente solicitar a isenção de pagamento. Aliás, em 2019, esta cláusula sofreu profundas mudanças em sua redação, num esforço conjunto de negociação.
As empresas precisam parar de ver seus trabalhadores como “despesas”, mas enxergá-los como investimento, afinal, são empresas de prestação de serviços que para existir, se desenvolver e crescer dependem da competência profissional de cada trabalhador contratado.
O debate foi acalorado, porém sem nenhuma evolução ainda. Nossa expectativa é de que a negociação se desenvolva, até porque, cientes da realidade, os trabalhadores foram muito ponderados em suas reivindicações.
Não houve agendamento de nova mesa, apesar de ter ficado sinalizada uma reunião para o dia 11/09/2020, pois, segundo o SINDINFOR, eles terão de fazer assembleia para debater os argumentos e posicionamentos do SINDADOS/MG expostos nas duas reuniões de negociação.
Protesto Judicial
Como o sindicato patronal não concordou em assinar o Termo de Garantia de Data-Base, documento formal que garante aos trabalhadores a retroatividade da CCT à 1º de setembro, data-base da categoria, o SINDADOS/MG entrou com o procedimento jurídico denominado PROTESTO JUDICIAL que tem por objetivo garantir a data-base.
A intenção da representação dos trabalhadores é ver evoluir a negociação direta entre SINDINFOR e SINDADOS/MG, porém o jurídico do nosso Sindicato não poderia deixar de ser previdente, razão pela qual buscou adotar este procedimento legal.



