A terceira rodada de negociações da Campanha 2017/2018 na Dataprev não apresentou avanços. Na mesa do dia 29 de junho, A Dataprev não discutiu novas reivindicações apresentadas na Pauta Nacional de Reivindicações e tem a intenção de modificar a cláusula 52, que trata de discriminação e assédio. Estiveram presentes os diretores do Sindados Vitor Portela e Maria Inês Costa, juntamente com representantes da Fenadados e de outros sindicatos de TI de todo o Brasil.
Além de não discutir as novas cláusulas apresentadas para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), a Dataprev quer modificar o texto da cláusula 52, sobre discriminação e assédios moral e sexual. O texto atual diz que “a Dataprev implementará políticas de orientação à prevenção e combate ao assédio sexual e moral, e às seguintes discriminações: social, à pessoal com deficiência, geracional, de gênero, raça, etnia, religiosa, orientação sexual (…)”
A intenção da Dataprev é trocar a expressão “implementará políticas de orientação” por “incentivará”. A representação dos trabalhadores não concorda com esta mudança.
A Dataprev informou ainda, após questionamento dos trabalhadores, que o Programa de Desligamento Incentivado (PDI) terá seu edital publicado em breve. Sobre a PLR 2016, a empresa disse que vai pagar os dividendos, num primeiro momento, para os acionistas para, depois, pagar aos empregados.
Os trabalhadores questionaram, ainda, sobre o reajuste da GEAP. A Dataprev disse que está cumprindo o estabelecido nas portarias 01/2009, 625/2012 e 08/2016 do Ministério do Planejamento para os valores per capita das contribuições de patrocinadores de planos de saúde.
A representação dos trabalhadores solicitou nova mesa de negociação para dia 19 de julho.
Foto: Felix Pereira.


