A negociação encontra-se num impasse, pois o SINDINFOR (representante patronal) está querendo mudar totalmente a cláusula da PLR e reduzir direito que é pago aos trabalhadores há mais de uma década e o SINDADOS (representante dos trabalhadores) disse que não assina acordo com redução de direitos.
O processo negocial tem sido muito conturbado este ano. As empresas iniciaram a negociação propondo reajuste ZERO, com o que o SINDADOS não concordou. Depois ofereceram 2%, que é menos do que a inflação, e também não concordamos.
Finalmente falaram em melhorar o índice, mas sem aumento real e com redução de direitos, o que também não concordamos.
Solicitamos mediação do Ministério do Trabalho e eles não compareceram à reunião. Marcamos nova mediação para o dia 22/10 e esperamos que eles compareçam.
Se não comparecerem, e não agendarem mesa com vistas a melhoria da proposta, não teremos outra alternativa senão chamar a categoria para a GREVE, medida indispensável para ajuizarmos o dissídio e este vir a ser apreciado pelo tribunal.
Para conhecimento de todos, vale frisar que para ajuizar o dissídio tem de haver, por lei, a concordância dos patrões ou, não havendo esta concordância, a única forma de o dissídio ser apreciado é a categoria entrar em GREVE e, neste caso, o tribunal aprecia e julga o referido processo judicial.
Portanto, estamos num impasse.
Também é bom pontuar que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), nos dissídios que tem apreciado está determinando, no máximo, o pagamento da inflação do período, que no caso da nossa categoria seria 3,64%.
Ou seja, a situação está delicada e temos tentado resolver este impasse. Qualquer novidade divulgaremos na página.
Leia na nossa página o INFOGRAFICO, que já divulgamos, pois ele explica o funcionamento de uma negociação coletiva.
https://www.sindados-mg.org.br/noticias/63-sindados/1240-saiba-como-funciona-uma-negociacao-salarial



