
Para quem anda preocupado com a soberania digital Brasileira, temos boas notícias! O governo Lula anunciou a instalação de um supercomputador no Rio Grande do Norte, com investimento de R$ 1,06 bilhão. A supermáquina ficará instalada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, em Macaíba (RN), e os planos são de início das operações já em 2027. O governo também tem planos para implantar outro supercomputador no Rio de Janeiro, estado que já tem o supercomputador Santos Dumont instalado em Petrópolis e receberá o seu segundo.
O Brasil, hoje, tem 10 supercomputadores registrados no ranking internacional Top 500. Oito deles são usados na indústria, sendo sete da Petrobras, somente dois (o Santos Dumont e o IARA) são voltados para a uso acadêmico e pesquisa. Nossos parceiros nos BRICS, Índia e China, têm quatro supercomputadores cada um voltados para fins de pesquisa. Vale a pena ressaltar que a China, atualmente, possui o supercomputador mais poderoso do mundo, o LineShine, que é voltado para a pesquisa.
Com o anúncio do governo Lula, o Brasil passaria a ter também quatro supercomputadores voltados para pesquisa, algo essencial para se manter na fronteira tecnológica. Ainda temos um longo caminho a frente, principalmente se comprado com as grandes potências, a exemplo dos EUA, que tem 74 supercomputadores voltados só para pesquisa, seguido da Alemanha, que tem 40; Japão, com 30 e a França com 15.
Apesar do desafio, o Brasil está atuando de forma estratégica. Além da compra dos supercomputadores, o governo Lula também anunciou uma frente brasileira para ampliar a capacidade do Brasil de produzir chips. A iniciativa foca na criação de chips com a arquitetura RISC-V, cuja especificação da arquitetura do conjunto de Instruções (na sigla inglês ISA) é aberta, permitindo a construção dos chips sem pagamento de direitos. Trata-se de um projeto de longo prazo, de 10 a 15 anos, mas, talvez, seja um dos mais importantes da história do Brasil, pois poderá reduzir consideravelmente o custo de microeletrônicos no País.
O governo também anunciou a parceria com o Centro de Pesquisa Aplicada em Inteligência Artificial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para criar o Centro Nacional de Transparência Algorítmica e IA Confiável, um organismo voltado a monitorar o funcionamento dos sistemas de inteligência artificial e identificar eventuais riscos.
Estas são medidas de extrema importância na busca pela autonomia tecnológica do nosso País e pela nossa soberania digital.



