TRABALHADORES INSISTEM: QUEREMOS SER VALORIZADOS

Os trabalhadores que integram a data-base setembro, que mais uma vez se fizeram presentes na assembleia convocada pelo SINDADOS no dia de ontem, 04/10/2012, após obterem da diretoria do sindicato uma análise detalhada da atual etapa em que se encontram as negociações, decidiram insistir na ponderação aos patrões sobre a necessidade de melhoria da proposta econômica.
Ainda que seja complexo para o SINDINFOR representar um universo tão grande de empresas com especificidades e capacidades variadas, também é complexo para os trabalhadores mineiros ver Minas Gerais ser considerado um Estado atrativo para aqui se instalarem empresas de TI porque os salários são baixos e as condições de trabalho são mais precárias.

Foram algumas das reflexões dos trabalhadores na assembleia: “não queremos que o nosso Estado seja considerado uma china em termos de precarização do trabalho e que as empresas que venham aqui se instalar o façam atraídas pelo que existe de mais perverso, que é a desvalorização dos trabalhadores, o pagamento de salários rebaixados comparados a outros Estados do Brasil”; “somos profissionais dedicados, competentes, qualificados e não estamos sendo valorizados a contento”.
Após todas as orientações repassadas pela diretoria do SINDADOS e da análise do que poderia significar não aprovar a proposta que aquela assembleia foi convocada para avaliar (Reajuste de 6,5% nos salários; Reajuste de 10% nos pisos constantes da Convenção atual;  Manutenção do percentual de 25% de PLR e reajuste do mínimo de R$400,00 para R$450,00;  Tíquete de R13,00 para empresas com 30 empregados com os seguintes descontos: salários até R$1584,00 – 5%; salários entre R$1584,00 e R$2376,00 – 7,5%; Reajuste do auxílio creche e do auxílio para filho deficiente de 10%), OS TRABALHADORES DECIDIRAM INSISTIR COM OS PATRÕES SOBRE A NECESSIDADE DE CONTINUIDADE DA NEGOCIAÇÃO E NÃO APROVARAM REFERIDA PROPOSTA.
Todas as análises de conjuntura econômica, de conjuntura jurídica, de evolução das negociações em diversas categorias tanto em MG quanto pelo país afora foram trazidas à consideração dos presentes, e puderam ser confrontadas com o trabalho de pesquisa que também foi feito pela categoria e a conclusão da assembleia foi a de que deveria manter as reivindicações da penúltima assembleia que é a seguinte: Reajuste salarial geral de 8,5%; Reajuste de 10% no Piso Salarial, no Auxílio Creche e no Auxílio Dependente Físico; Tíquete Refeição de R$16,00 (dezesseis reais) com 8,5% de reajuste para os tíquetes nas empresas que já ultrapassam o valor mínimo da CCT, além de redução do número de empregados por empresa que passam a ter a obrigatoriedade de pagar o tíquete de 40 empregados para 20 empregados; PLR de 25%, com valor mínimo de R$450,00 (quatrocentos e cinquenta reais).
Ou seja, a negociação precisa evoluir no índice, no valor do tíquete e no reajuste deste benefício pelo mesmo índice que reajustar os salários nas empresas que já praticam este benefício em valor maior, ou seja, da proposta que foi levada à apreciação das duas categorias, patronal e profissional, falta evoluírem no índice de reajuste e no tíquete.
A decisão da assembleia será levada ao SINDINFOR e nova assembleia será convocada para analisar desdobramentos da campanha salarial. Enquanto isto é de vital importância que os trabalhadores permaneçam mobilizados e demonstrem às direções das empresas, em cada local de trabalho, que as empresas precisam evoluir em sua proposta de reajuste de salário e do tíquete. O esforço de construção de uma CCT melhor é de todos os trabalhadores e precisa ser, também, dos patrões.
Os trabalhadores de TI, informática, processamento de dados e similares que integram a data base setembro deixam um último recado aos patrões e ao SINDINFOR: “não queremos precisar sair da nossa terra, de nossas cidades, de nosso Estado, para sermos valorizados profissionalmente. Queremos permanecer onde estamos e ter a valorização que, temos toda certeza: merecemos. Estamos ajudando as empresas a construírem sua riqueza, a evoluírem, somos o patrimônio mais importante que as empresas têm e estamos iniciando uma nova jornada de luta pela nossa valorização”.
Pela continuidade das negociações!
Pela valorização do profissional de informática de Minas Gerais!
Pelo atendimento de nossas justas reivindicações!