Negociação coletiva de 2016 (data-base setembro) chega ao fim

Trabalhadores aprovam proposta apresentada na negociação de 17/11

Diante da conjuntura adversa enfrentada por todas as categorias, em que o DIEESE, em pesquisa, aponta que a maior parte das negociações obtiveram reajustes abaixo da variação do INPC, com perdas de 2%, nossa categoria entrou na negociação ciente destas dificuldades.

Saímos do patamar ZERO, num processo de negociação difícil, até chegarmos na proposta que foi apresentada na reunião de 17/11, última rodada de negociação, uma vez que o Sindinfor afirmou ser sua proposta final trazida em mesa.

 

 

Participação dos trabalhadores

A cada rodada de negociação, avaliávamos a proposta em assembleia e discutíamos nossos argumentos e objetivos a serem buscados na mesa seguinte e foi fundamental a mobilização dos trabalhadores, ainda que tenha sido aquém do que precisávamos, para fazer avançar mais as negociações.

Neste sentido, é importante valorizar cada trabalhador que se fez presente nas assembleias, principalmente aqueles que participaram do começo ao fim, e que compreenderam que sindicato é a união dos trabalhadores.

O acordo possível

A categoria, após longo debate e analise do que aconteceu em cada assembleia, e isso se repetiu nesta última, decidiu aprovar a proposta apresentada na reunião de negociação de 17/11 (constante do quadro abaixo). Foi um bom acordo? Diremos que foi o acordo possível. Um acordo em que os que recebem menos, ampla maioria da categoria, ou recuperaram a inflação do período integralmente (9,62%) ou tiveram uma perda pequena (9,5% ou 9%, dependendo da faixa salarial). Os que recebem mais tiveram uma perda um pouco maior.

O compromisso fundamental

É um fato que a negociação evoluiu desde a primeira mesa até a última, num cenário difícil, com uma conjuntura econômica muito desfavorável aos trabalhadores. O mais importante do processo, entretanto, foi vermos se constituir um coletivo que se somará à diretoria do sindicato, de trabalhadores que se fizeram presente nas assembleias e firmaram o compromisso de ajudar na construção da próxima data-base, onde organizaremos uma agenda de debates para planejarmos, com antecedência, tanto a pauta de reivindicações quanto a negociação, sem esquecer da mobilização em 2017.

Fazendo um resgate histórico das mesas de negociação, o quadro foi o seguinte:

DATA NEGOCIAÇÃO PROPOSTA PATRONAL
8/09 MESA 1
  • 0%
14/09 MESA 2
  • 5% (2,5% + 2,5%)
19/09 MESA 3
  • 5% (2,5% + 2,5%)
26/09 MESA 4
  • 5% (2,5% + 2,5%)
29/09 MESA 5
  • 5% (3% + 2%)
10/10 MESA 6
  • 7% até 2.000,00 e 6% acima de 2.000,00 parcelado em 3 vezes set/jan/mai
13/10 MESA 7
  • PISO – 9% de 3 vezes
  • Até 2.000,00 7% em 3 vezes
  • Acima de 2.000,00 6% em 3 vezes
  • Setembro/janeiro e maio
25/10 MESA 8
  • PISO – 9% de 3 vezes
  • Até 2.000,00 7% em 3 vezes
  • Acima de 2.000,00 6% em 3 vezes
  • Setembro/janeiro e maio
10/11 MESA 9
  • PISO  – 8,5% de 2 vezes sendo 5% em setembro e 3,5% em março
  • Até 2.000,00 – 8,5% de 2 vezes sendo 5% em setembro e 3,5% em março
  • Acima de 2.000,00 – 8% em 2 vezes sendo 4,5% em setembro e 3,5% em março
  • PLR – manutenção de 25% e 8,5% de correção no valor de 670,00
  • TIQUETE – cidades até 200 mil habitantes – 18,80
  • Cidades maior ou igual 200 mil habitantes – 18,80 + reajuste de 8,5%
  • Auxilio creche – 0%
  • Auxilio filho deficiente – 0%
17/11/2016 MESA 10
  • PISO – 9,62% pagos de uma única vez
  • SALARIOS ATE 2.000,00 – 9,5% pagos de uma única vez
  • SALARIOS DE 2.000,00 ATÉ 5.000,00 – 9% pagos em 2 parcelas (5% retroativo a setembro e 4% em fevereiro)
  • SALARIOS ACIMA DE 5.000,00 – 8% pagos em 2 parcelas ( 4,5% retroativo a setembro e 3,5% em fevereiro)
  • TIQUETE – cidades até 100 mil habitantes – 18,80

  • Cidades maior ou igual 100 mil habitantes – 18,80 + reajuste de 9,5%
  • Auxilio creche – 9,5%
  • Auxilio filho deficiente – 9,5%
  • PLR – Mantido os 25%. Reajuste no mínimo (hoje em R$ 670,00) vai para R$ 733,00 (9,5%)