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PRODEMGE ataca direitos dos trabalhadores avaliação de desempenho pode ser usada para demissão

A PRODEMGE promoveu recentemente mudanças no seu sistema de avaliação de desempenho. Tais mudanças, significativas, foram feitas em cima da hora e com periodicidade menor. Aliado a isto, o presidente da Empresa, em uma apresentação pública, afirmou que poderá acontecer demissões na PRODEMGE. Tais situações têm gerado desconfiança nos trabalhadores e no SINDADOS sobre se o objetivo da nova direção é usar o resultado da avaliação para fazer demissões.

Com relação as novas regras da avaliação de desempenho, esta passou a ser composta apenas por autoavaliação e avaliação do superior imediato. Isto fragilizou o trabalhador, pois pode significar que seu desempenho dependa da simpatia de um chefe em detrimento da real competência e conhecimento do funcionário.

Os valores atribuídos a cada item avaliado também foram alterados, restritos à nota com valores da avaliação 1, 2, 4 e 5. O SINDADOS fez uma provocação sobre o “sumiço” da nota 3 em seu último informe, mas o objetivo disso é claro: suprimir a nota mediana, para que o resultado seja apenas satisfatório ou não, ou seja, sem margem para dúvidas.

Mais grave é a informação que corre pelos corredores, já que concretamente nada é informado aos trabalhadores, afirmando que não será dado feedback ao trabalhador sobre sua avaliação. Como será possível a alguém melhorar em algum quesito sem saber se está correspondendo ao “esperado” pelo seu chefe? Quais as razões para isso? Diante de tanta falta de informação é até óbvio que se chegue à conclusão que a avaliação de desempenho será usada para promover demissões de trabalhadores que não obtiverem pontuação satisfatória.

O SINDADOS-MG alerta que a avaliação de desempenho, prevista no Plano de Cargos Salários e Carreira (PCSC) como instrumento para conceder a progressão por mérito, pode ter seu objetivo desvirtuado para demissões.

O Sindicato também chama a atenção sobre o discurso perigoso que está sendo propagandeado na Empresa e assimilado por alguns trabalhadores, que a demissão é necessária porque alguns não trabalham. O desemprego interno, ou a falta de trabalho, muitas vezes é estratégia para sucatear e demitir. Portanto, fazer coro com a campanha de validade e necessidade de demissões pode ser um tiro no pé.

O SINDADOS-MG, historicamente, recebe reclamações e denúncias de trabalhadores da PRODEMGE de que muitas chefias, quando não mais desejam a presença de algum funcionário em suas equipes ou gerências, os deixam sem demandas de serviço, cobram tarefas que a pessoa não tinha conhecimento que teria que executar ou causam constrangimentos como vigiar saídas ao banheiro e o tempo gasto, entre outros absurdos. Cada trabalhador deve ficar atento a esses tipos de comportamentos. É sempre importante registrar qualquer atitude suspeita em comunicação aos seus superiores (por e-mails, por exemplo) e em casos mais críticos, procure o Sindicato.