O Acordo Coletivo de Trabalho 2022/2023, firmado entres SINDADOS-MG e PRODEMGE foi assinado em janeiro. No dia 21 /12 foi realizada a assembleia que aprovou a contraproposta da empresa, confira abaixo alguns dos direitos:
– reajuste salarial: 8,83%
– reajuste do tíquete: 8,83%, valor de R$ 43,26 por dia de trabalho.
– reajuste de assistência aos filhos e dependentes deficientes: 8,83%, valor de R$300,04
– plano odontológico: custeio da empresa na porcentagem de 22%
– abono consulta de filhos ou dependente previdenciário até 16 anos, no limite de 8h por semestre
– reembolso das despesas do teletrabalho no valor mensal de R$42,06
O ACT completo você pode acessar através do seguinte link:
https://www.sindados-mg.org.br/convencao-coletiva-2/prodemge/act-prodemge-2022-2023
Postura política da direção da PRODEMGE precisa mudar
A empresa continua com sua postura de ataque às representações dos trabalhadores, pois além de não aceitar o aumento do número de membros da Comissão de Trabalhadores, aprovado pela assembleia dos trabalhadores como ponto de evolução do ACT; Não aceitou também incluir a cláusula da contribuição negocial no ACT e nem a cumprir a CCT (que também integra o nosso acordo coletivo), além disso a direção da empresa continua com postura inaceitável com a direção do sindicato, expressa em suas decisões em relação à dirigente sindical Fátima, empregada da PRODEMGE.
A Empresa, em um ato antissindical, cancelou a liberação sindical da Fátima determinando sua volta ao trabalho, porém em horário diverso do que ela trabalhava, sem ouvir os argumentos de sua empregada, muito menos do sindicato. Tentamos de todas as formas demover a empresa desta sua decisão, propondo inclusive alternativas para que ela não seja tão prejudicada quanto está hoje, inclusive com o não recolhimento de INSS e FGTS. O sindicato propôs que ela retornasse às suas atividades no seu horário de trabalho anterior ao afastamento, mas mais uma vez foi negado. Ou seja, a única coisa que a direção quer é que ela fique bem longe dos trabalhadores.
Mais grave ainda é o impedimento de que a diretora execute seu trabalho sindical no interior da empresa, já que ela só pode entrar mediante autorização para tarefas específicas, impondo grande constrangimento de fazê-la esperar na portaria por várias vezes.
Por mais de uma ocasião o presidente da PRODEMGE, Roberto Tostes, manifestou abertura de diálogo e intenção em manter bom relacionamento com o SINDADOS, mas parece que foi só da boca pra fora.
Essa perseguição às representações dos trabalhadores, especialmente à diretora do sindicato pode dificultar o trabalho sindical, mas não impedir. Uma relação de confiança foi construída ao longo dos anos e os trabalhadores já sabem onde e a quem procurar para buscar que seus direitos sejam cumpridos. Fátima é a resistência na luta por melhores salários e condições de trabalho na PRODEMGE.


